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quinta-feira,
8 de dezembro de 2016
Atualizado em: 19/11/2016
   
Fraudes Diversas e Tecnológicas
As variantes "Africanas" de golpes populares modernos

Alavancas: Ganância, Ingenuidade e Escassa Atenção, Ignorância Operacional



Em função da migração de muitos de seus amigos e parentes para o exterior, inclusive para o Brasil, e da internacionalização e globalização trazidas pela internet, os golpistas africanos, sobretudo da Nigéria, estão recebendo dicas sobre golpes “nacionais” em vários países, e estão aproveitando estas idéias para aplicar variantes “Africanas” dos mesmos golpes.
Pelo que diz respeito ao Brasil, desde 2006 iniciei a receber denúncias neste sentido, sobretudo em relação a falsas ofertas ou oportunidades de emprego na África e em outras regiões, mas sempre supostamente por conta de empresas africanas, e a falsas compras/vendas por internet em sites de leilões ou comércio eletrônico. Mais recentemente, a partir da segunda metade de 2008, iniciaram a aparecer golpes com financiamentos internacionais "fáceis" (sem muitas exigências, com taxas atraentes etc...), oferecidos sobretudo através de e-mails e sites e que, na realidade, são variantes do golpe da Nigéria.

Falso Emprego
No caso dos falsos empregos, o esquema clássico inicia com um e-mail informando que foi feita uma indicação, ou foi recebido um currículo e que, em conseqüência de uma seleção já praticamente concluída (às vezes eles pedem pra fazer um teste on-line ou preencher um questionário ou algo parecido, pra depois informar que a seleção foi concluída e a vaga é sua), está sendo oferecido um posto de alto nível com salário bem atraente para ir trabalhar numa empresa africana (muitas vezes o trabalho é mesmo na África).
Muito comuns são falsas ofertas de vagas, sempre em nível de manager, na NITEL (empresa de telecomunicações), na NNPC (empresa petrolífera) e na UBN (Union Bank of Nigéria).
Para completar o processo é necessário porém resolver alguns problemas para os quais existem custos que, na realidade, são a verdadeira razão final do golpe. Podem ser problemas de visto de trabalho, ou questões de autorizações médicas, certificações criminais e anti-terrorismo ou questões relativas a fazenda/alfândega/receita etc...
Sempre, para resolver, é necessário enviar algum dinheiro para alguém com alguma desculpa, normalmente via Western Union. Obviamente não existe nenhum emprego.

Compras e Vendas via internet
No caso das falsas compras e vendas nos sites, anúncios ou leilões virtuais, o conceito é parecido.
Se for uma falsa venda, simplesmente pedirão para fazer a remessa do preço da mercadoria desejada em nome de alguém, provavelmente com um nome estrangeiro, via Wester Union, e depois não chegará nenhuma mercadoria.
Se for uma falsa compra inventarão que já enviaram o dinheiro, mas por alguma razão tem que ser enviada a mercadoria para que o dinheiro seja liberado. Isso em função de supostas regras monetárias, regras alfandegárias, regras financeiras etc... Para sustentar suas teses enviarão também comprovantes (falsos) de remessas e a vítima até receberá confirmações (sempre falsas) de supostos bancos informando que o dinheiro já está disponível e poderá ser liberado somente contra apresentação do comprovante de envio da mercadoria. Uma vez enviada a mercadoria, obviamente, não chegará nenhum pagamento.
Existe ainda uma variante onde inventarão que existem procedimentos de segurança dos bancos ou exigências legais que sujeitam a liberação da remessa supostamente já feita ao pagamento de uma caução ou taxa ou imposto etc... que, neste caso, é o verdadeiro objetivo do golpe.

O falso financiamento internacional
O golpe do falso financiamento internacional é bastante simples. A vítima recebe um e-mail ou visita um site onde é oferecida a possibilidade de ter acesso a um financiamento internacional (supostamente vindo de um banco, financeira ou outra entidade) em Dólares ou Euros, sem muitas formalidades e com taxas de juros atraentes (em alguns casos até “sem juros”).
Depois dos primeiros contatos a vítima recebe contratos e outros documentos para assinar, recebe um documento de “confirmação” com aparência oficial e a partir daí inicia a receber solicitações para realizar pequenos pagamentos (em proporção ao financiamento solicitado), supostamente necessários para a liberação ou a transferência do dinheiro do financiamento, com as desculpas mais variadas (taxas de transferência, impostos, seguros, custas bancárias ou de registro etc...).
Se a vítima realizar o primeiro pagamento que for solicitado (muitas vezes via Wester Union / Money Gram, em pleno estilo “Nigéria”) irão aparecer outras solicitações por outras “razões” até esgotar a capacidade de pagamento. Depois disso os golpistas simplesmente desaparecem. Nem precisa dizer que na realidade não existe financiamento algum.

Vejam no site, os capítulos relativos as versões nacionais destes golpes, as modalidades normalmente usadas, e as confronte com as situações "Africanas" que possivelmente esteja analisando ou vivenciando.

A seguir alguns exemplos de e-mails e falsos documentos recebidos por vítimas brasileiras em relação aos golpes acima mencionados.

Nesta série de documentos podem ver-se todas as etapas de uma típica versão africana do "golpe do falso emprego", onde o objetivo real era convencer a vítima a enviar inicialmente 1.750 USD (depois viriam mais pedidos de dinheiro com novas desculpas) para conseguir o visto de trabalho e assim poder assumir a vaga de Vice-Diretor Geral de uma companhia telefônica da Nigéria, ganhando mais de 25.000 USD por mês !!

















Este, a seguir, é um falso comunicado enviado a um Brasileiro supostamente por um banco internacional confirmando e "garantindo" a disponibilidade e efetivação de um pagamento e convidando de forma incisiva a vítima a enviar imediatamente (pra Nigéria) as mercadorias compradas pelo "cliente do banco" através de um site de leilões virtuais. Este banco não existe e obviamente se tratava de golpe.



Por fim, a seguir, os documentos que um falso comprador africano enviou a uma vítima portuguesa para comprovar uma suposta remessa internacional em pagamento de uma mercadoria que teria comprado através de um anúncio. Neste caso o golpista solicitava, para liberação da remessa, o envio via "Western Union" de um "caução" de mais de 1000 Euros, supostamente para garantir o sucessivo cumprimento do acordo (ou seja o envio da mercadoria).





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