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quinta-feira,
2 de outubro de 2014
Atualizado em: 22/02/2014
     
Fraudes no Comércio, C.D.C. e B2B
Cartões de Crédito Falsos, Roubados ou Clonados

Alavancas: Ignorância Técnica e Operacional, Escassa Atençaõ, Ganância



Fraudes com cartão de crédito são um fenômeno comum, normalmente envolvem pequenas quantias, mas em alguns casos podem dar problemas maiores.
Não existe um esquema único e por isso não se pode dar uma descrição exata do "modus operandi". A base desta fraude é dispor de um cartão clonado ou do número do cartão de crédito de uma vítima e de quantos mais outros dados sobre esta pessoa seja possível (RG, CPF, endereço, telefones, dados pessoais e possivelmente até um xerox do cartão e/ou do RG).
Com isso na mão o fraudador vai tentar usar o cartão da vítima para comprar bens ou serviços que serão depois debitados na conta da vítima. Com o advento da internet isso ficou ainda mais fácil porque a maioria dos sites que vendem pela internet aceita o pagamento com cartão de crédito.
Sempre na internet está em franco crescimento o número de fraudes do tipo "phishing" envolvendo cartões de crédito e suas senhas, que são roubadas por sites ou programas maliciosos (trojans) e depois usadas para fazer pagamentos que serão debitados no cartão.

Cuidado a não fornecer estes dados a desconhecidos ou fora de estabelecimentos comerciais sérios. Em muitos casos os golpistas obtêm os dados da vítima graças à colaboração de algum funcionário desonesto de um estabelecimento comercial que, na ocasião de uma compra legítima, faz uma cópia dos dados do cliente.

Até alguns anos atrás era ainda bastante freqüente a utilização do papel carbono (que contém todos os dados do cartão) que sobra do modulo utilizado nas maquinas manuais de débito dos cartões. Hoje esta modalidade está em declínio por causa da difusão dos terminais eletrônicos.

Fraudes com Cartões É bem conhecida a existência de maquinas que clonam os dados dos cartões de crédito simplesmente passando o cartão, como se fosse uma maquina eletrônica de autenticação do pagamento (os ditos "chupa-cabras", ou "skimmers" em inglês). Esta é uma das modalidades de clonagem mais na moda hoje em dia.

O conselho é portanto sempre ficar com os olhos no cartão e ver como e onde o mesmo é utilizado. A clonagem de cartões é um fenômeno em crescimento no mundo inteiro e muitas vezes uma maior atenção por parte do titular do cartão seria suficiente a evitar problemas futuros.
Se alguém ligar se dizendo funcionário da administradora do Cartão de Crédito peça para deixar o nome e ligue para ele de volta usando o número oficial da administradora que você pode encontrar nas páginas amarelas ou, muitas vezes, no verso do próprio cartão. Se, ligando na administradora, ninguém conhecer o nome que você está procurando não se surpreenda muito... foi uma das muitas tentativas de golpe.

Vale a pena mencionar a existência de verdadeiras organizações, tanto nacionais quanto internacionais, que vendem cartões de crédito clonados e, em alguns casos, até cartões de créditos falsificados completamente (ou seja não clonados de verdadeiros, e vendidos em lotes até com design sob medida) mas que podem funcionar e passar os controles. Aconselho atenção redobrada com cartões de design desconhecido e verificação cuidadosa dos documentos de identidade apresentados.

É oportuno, por fim, dizer que os cartões de débito, ou cartões bancários, também podem ser clonados, com modalidade às vezes parecidas às usadas pelos cartões de crédito, mesmo se, neste caso, além de clonar o cartão é indispensável conseguir roubar a senha. Esta modalidade encontra-se em franco e rápido aumento no Brasil, por isso vários bancos estão iniciando a utilizar o chip também em cartões de débito ou bancários.

Um truque relatado por várias fontes, e usado por golpistas e seus cúmplices, consiste em passar o terminal para digitar a senha do cartão de débito sem ter digitado o valor a ser pago. Desta maneira a vítima, sem perceber, irá digitar e deixar visível a própria senha (pois será digitada no lugar do valor, que é visível). Depois disso é só clonar o cartão com um chupa cabra, dizer que deu erro a operação e repetir tudo, desta vez de forma correta, para efetivar o pagamento.
Outra modalidade consiste na instalação, em feriados ou depois dos horários bancários, de falsos caixas automáticos que, uma vez digitada a senha, informam um problema qualquer e retém o cartão (cuja senha já foi informada) solicitando que se entre em contato com o banco (obviamente no dia seguinte). Logo depois o cartão "retido" será retirado pelos golpistas e utilizado em um caixa automático verdadeiro para esvaziar a conta.
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