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domingo,
4 de dezembro de 2016
Atualizado em: 19/11/2016
   
Fraudes Diversas e Tecnológicas
Golpes nos sites de vendas, anúncios e leilões virtuais

Alavancas: Ingenuidade e Escassa Atenção, Ignorância Técnica



Com o advento da internet surgiram vários sistemas de venda on-line, e sobretudo os famosos sites de leilões virtuais, onde pessoas querendo vender alguma coisa podem oferece-la a quem mais ofertar via internet. O precursor foi o famoso EBay nos EUA, depois apareceram os outros.
No Brasil também apareceram vários, Lokau, MercadoLivre, Arremate, iBazar etc ... com o tempo alguns sumiram e outros se uniram e consolidaram. O sistema e conceito são excelentes e ao passo com os tempos, eu pessoalmente confesso que sou usuário de um destes sistemas.
O problema é que, como era previsível, os golpistas também enxergaram "negócios" e oportunidades nestes sistemas e iniciaram a desenvolver fraudes mais ou menos elaboradas. Em seguida são resumidas algumas das mais freqüentes, pelo que diz respeito aos sites de leilões:

1) Conta falsa: Conta no sistema de leilão virtual, aberta com dados e documentos falsos, ofertando mercadorias muito atrativas (como tipo e preço), com o único intuito de receber o pagamento adiantado, em uma conta também aberta com documentos falsos, prometendo o envio da mercadoria em seguida e depois sumir. Por demorar um tempo antes que o comprador/vítima se preocupe e denuncie, os golpistas tem uma vantagem e podem aplicar o golpe várias vezes antes de desaparecer. Neste caso normalmente a qualificação do golpista vendedor (ou seja a nota e o histórico que ele tem), no sistema de leilão virtual, é nula pois as contas sempre são muito recentes.

2) Páginas adulteradas: Ofertas publicadas utilizando falhas dos sistemas de leilão virtual, que fazem com que as ofertas apareçam como verdadeiras e com vendedor tendo qualificações elevadas (novamente aproveitando falhas no sistema que permitem mostrar reproduções da página original do sistema de leilão). Na realidade redirecionam a outro sistema ou a outro endereço onde é aplicado o golpe solicitando o pagamento adiantado, como sempre.

3) Triangulação de pagamentos: Fraude onde o golpista aplica um esquema muito mais elaborado para ter potencialmente menos problemas (sobretudo não ter que passar por uma conta bancária falsa ou em nome de laranjas). Ao mesmo tempo o golpista faz o seguinte:
A) negocia a compra de alguma mercadoria cara com alguma vítima que a esteja oferecendo, e solicita o número da conta para fazer o pagamento adiantado;
B) oferece uma mercadoria inexistente para venda, outras vítimas respondem e ele pede para fazer o pagamento na conta que a primeira vítima forneceu;
C) assim que for feito o pagamento solicita a entrega da mercadoria por parte da primeira vítima (normalmente com entrega no metrô ou em algum outro lugar público, sem fornecer endereço);
D) quando as vítimas das vendas inexistentes denunciarem, a primeira vítima fica com o problema e pode acabar tendo que devolver o dinheiro e, portanto, perdendo sua mercadoria.

4) Pagamento com fundos desviados: Fenômeno em franco crescimento em função do aumento das fraudes digitais do tipo phishing. Neste caso, hackers que invadiram contas bancárias através do roubo de senhas por meio de trojans ou sites falsos (phishing), usam este acesso ao dinheiro de terceiros para efetuar depósitos em pagamento de mercadorias (mais difíceis de serem rastreadas do que uma transferência para alguma conta deles) de particulares ou pequenas empresas. O vendedor terá depois problemas com os bancos e autoridades, sofrendo bloqueios de contas e eventuais inquéritos.

O sistema de leilões virtuais, por ser em boa parte baseado em confiança mutua, está naturalmente exposto à ação dos golpistas que se aproveitam desta sua característica.

Se quiserem operar com leilões e compras/vendas virtuais, via internet, o meu conselho é que só aceitem transações com pagamento em dinheiro (se for vendedor) e na hora da entrega da mercadoria (se for comprador), melhor ainda se junto à lojas ou pelo menos com um endereço onde entregar/retirar (e não na rua).
Uma boa alternativa é o uso de um dos vários sistemas de "pagamento seguro" onde uma entidade terceira e respeitada cuida do recebimento do dinheiro, e da relativa confirmação e garantia para o vendedor que, porém, receberá o pagamento somente se não houver reclamação do comprador, ou seja se este receber a mercadoria corretamente. Desta forma ambas as partes são garantidas quanto ao recebimento do que lhe é devido (o dinheiro de um lado e a mercadoria do outro). Exemplos de sistemas deste tipo são o PagSeguro da UOL e o MercadoPago do MercadoLivre.

Outro aspecto fundamental é aprender a utilizar de forma apropriada todos os recursos que os próprios sistemas de leilões desenvolveram para proteger seus usuários.
Em particular vale a pena aprender a utilizar de forma apropriada os sistemas de qualificação dos vendedores, onde é aconselhável dar a preferência SEMPRE para vendedores antigos e com muitas qualificações predominantemente positivas.

Lojas virtuais e anúncios de vendas

Um caso um pouco diferente é o dos sites de vendas (e-commerce) ou de anúncios. Neste caso, muitas vezes, os golpistas simplesmente anunciam uma mercadoria aproveitando dados fictícios ou roubados, empresas laranjas ou fantasmas ou o bom nome de empresas verdadeiras (que porém nada tem a ver com o golpe e nem sabem do que está acontecendo), que é aproveitado trocando somente os telefones de contato.
Sinteticamente o golpe envolve uma suposta venda, contra pagamento do valor integral ou de um adiantamento (se o valor for elevado). A mercadoria proposta sempre tem preço e/ou condições bem atraentes e são apresentadas muitas facilidades. A localização (ou suposta tal) sempre é longe das vítimas, para dificultar averiguações profundas. Na realidade a mercadoria não existe e nunca será entregue sendo que o objetivo dos golpistas é receber o pagamento do valor ou adiantamento e desaparecer.
As empresas, ou supostas tais, que oferecem estas mercadorias na maioria dos casos não existem e não tem um endereço fixo (ou um telefone fixo) ... tentam conduzir toda a operação por e-mail ou por canal eletrônico (MSN, Skype...), de maneira que seja possível desaparecer sem deixar muitos rastros. Muitas vezes montam sites ou lojas de vendas virtuais, aparentemente sérios mas que serão tirados do ar assim que chegara hora de desaparecer.
Mercadorias freqüentemente propostas nestes golpes são todos os eletro-eletrônicos (desde informática e câmeras digitais até TV de plasma e sistemas de som), remédios (sobretudo os contra disfunções sexuais ou os não autorizados no Brasil) e carros e motos (famoso o golpe do “carro fantasma”).

O conselho, novamente, é limitar suas compras a lojas virtuais de empresas reconhecidamente sérias, possivelmente de porte, bem conhecidas e com um nome a zelar, com um endereço e telefone fixo para contato (que deverá ser verificado pra ver se funciona e se é mesmo daquela empresa) e desconfiar de propostas muito vantajosas e de empresas totalmente "virtuais".

É oportuno mencionar que a presença na página do conhecido "cadeado de segurança" (figuras abaixo) não garante de forma alguma a idoneidade do site nem da empresa que o administra, e menos ainda a segurança e confiabilidade da transação ou proposta comercial. O "cadeado" serve somente para garantir que as informações trocadas entre o servidor do site e o computador do usuário estejam protegida por criptografia (através de um certificado SSL) e portanto não sujeitas a interceptação.

Outra variante frequente diz respeito a anúncios para locação de casas e apartamentos, sobretudo para ferias mas também no exterior (para ferias ou para migrantes). Neste caso o golpe reside no sinal, entrada ou adiantamento ou outro tipo de cobrança prévia. O que é enviado são sempre fotos de apartamentos bonitos e com condições de locação atraentes. Nunca ha problemas de disponibilidades, mesmo em alta temporada.

Vale ainda mencionar a existência de variantes deste golpe aplicadas por estelionatários no exterior (sobretudo africanos, às vezes residentes na Europa ou nos EUA), em sites de anúncios brasileiros ou internacionais. Neste caso, normalmente, pedirão a remessa dos valores para “sinal ou entrada” através do famoso Western Union ou de sistemas similares.

Existem também casos nos quais a vítima é o vendedor, sobretudo quando o suposto comprador adota sistemas como o descrito no ponto 4) da seção acima (sobre sites de leilões). Neste caso o conselho é sempre esperar alguns dias para ver se não há problemas ou bloqueios com o depósito recebido.
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