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sexta-feira,
2 de dezembro de 2016
Atualizado em: 19/11/2016
     
Fraudes em operações ilícitas ou suspeitas
Cheques em dólares para trocar ou receber

Alavancas: Ganância, Ignorância Técnica, Operacional e Legal



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Existem muitas variantes deste golpe, todas envolvendo cheques americanos ou, as vezes, canadenses. Se trata na maioria dos casos de cheque falsificados, clonados ou, em alguns casos, roubados (sobretudo de malotes) e adulterados.
A base das fraudes é o fato que a lei americana obriga os bancos a disponibilizar nas contas em curto espaço de tempo (de 1 até no maximo 5 dias, sendo normalmente 2 dias) os valores relativos a cheques depositados mas, ao mesmo tempo, permite, em certas circunstâncias, a devolução do cheque no prazo de até 7 anos.
Por se tratar normalmente de ótimas falsificações/adulterações e por aproveitar ao maximo todos os possíveis atrasos nos sistemas de compensação e nos procedimentos bancários, geralmente os cheques são devolvidos bem depois do momento em que o valor foi disponibilizado na conta em que o cheque foi depositado.
O ponto mais importante é que, em caso de devolução, primeiro o banco retira o dinheiro da conta a favor da qual foi compensado o cheque e depois eventualmente se discute sobre quem foi o responsável (nunca os bancos pois, pela lei a responsabilidade é do cliente que depositou o cheque). Se não tiver dinheiro suficiente na conta, o banco acionará o cliente na justiça e poderá bloquear outros ativos do mesmo para recuperar seu prejuízo.
Estas fraudes atingem, portanto, sobretudo vítimas que tenham relacionamentos bancários diretos ou indiretos com os EUA (Estados Unidos).

Os primeiros casos no Brasil foram relatados por visitantes do site, em 1999, e eram sobretudo aos danos de pequenas casas de câmbio no Rio de Janeiro e em São Paulo. Estes casos foram sucessivamente confirmados por operadores do setor e, por fim, eu pessoalmente acompanhei alguns deles.

Um sujeito, de terno e gravata, se dizendo advogado ou algo assim, procurava uma casa de câmbio para trocar cheques em dólares, emitidos por bancos americanos ou canadenses, nominais a outras pessoas ou mesmo ao portador. Em alguns casos se tratava até de “cheques administrativos”. Caso a casa de câmbio colocasse como condição a de aguardar a compensação do cheque, o golpista informava que não tinha problema.
Quando o cheque era compensado, normalmente em questão de poucos dias em força das regras dos bancos americanos acima mencionadas, o sujeito pegava o dinheiro e desaparecia e a casa de câmbio (ou "doleiro") achava que estava tudo certo ... até receber a informação da devolução do cheque e do estorno do relativo valor de sua conta nos EUA.

Mas qualquer pessoa em boa fé, ingênua ou gananciosa, com negócios ou uma conta nos EUA pode ser um bom alvo. É bastante freqüente também o caso de pequenos empresários sendo enganados com este golpe.

Um outro caso bem conhecido, relatado por operadores do setor e já acompanhado por mim, é o de um senhor de São Paulo que se diz herdeiro de uma grande e conhecida fortuna, parte da qual estaria depositada em um banco dos EUA. A pessoa, alegando pressa, propõe negócios do tipo "eu deposito em sua conta e você me paga aqui logo assim que confirmarem o depósito". Normalmente requer, alegando razões de praticidade ou outros vínculos, que a vítima disponibilize, para o depósito, uma conta em um grande banco com várias agências. Casos clássicos de bancos "aceitos" são Citibank, JPMorgan Chase, Wachovia e Bank Of America. A vítima vai ver o deposito sendo feito e o valor sendo creditado, e vai pagar ... logo em seguida, ou dias depois, o deposito será estornado, pois foi feito com um cheque deste tipo que foi devolvido.

Outros casos conhecidos no Brasil e no exterior são:
  1. Pagamentos em cheque para operações de trading (o golpista fica com a mercadoria). Em alguns casos também com depósitos acima do necessário e pedido de devolução via remessa do valor em excesso.
  2. Compra de bens (desde casas e carros até bens de menor valor) com pagamento em cheque e sucessiva imediata revenda do bem. Comum também o caso de compras em site de leiloes ou vendas (tipo Ebay ou Mercadolivre), as vezes vindo do exterior, e sempre com pagamento em cheque ... em muitos casos obviamente os golpistas simplesmente pedem para depositar numa conta americana sem especificar que será depositado um cheque.
  3. Falsas propostas de trabalho, para receber em próprias contas cheques supostamente depositados como pagamentos por clientes de uma empresa estrangeira e remeter os valores para a tal empresa via Western Union ou sistemas parecidos.
  4. Toda a classe de golpes “Africanos” falsas loterias, desvios e superfaturamentos, heranças, fundo bloqueados etc ... com uma variante e evolução envolvendo pagamentos em cheque nos EUA e a sucessiva imediata solicitação para transferir a “parte” dos golpistas (comissão, custos ou seja o que for) via remessa SWIFT ou Western Union.
A aceitação de cheques americanos ou canadenses, em QUALQUER SITUAÇÃO OU HIPÓTESE, requer um profundo conhecimento dos mesmos, de quem os está oferecendo, e sobretudo a capacidade operacional de efetuar verificações prévias junto aos bancos emissores e compensadores, para excluir a possibilidade de fraude.
De forma geral recuse operações onde a outra parte faça pressões para uma liquidação rápida de valores envolvendo cheques americanos.

Veja a respeito deste assunto o site do "National Check Fraud Center" (E.U.A.) na página de links. Este site é em língua inglesa.
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