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domingo,
4 de dezembro de 2016
Atualizado em: 19/11/2016
   
Fraudes em operações ilícitas ou suspeitas
A Carta da Nigéria clássica

Alavancas: Ganância, Gostinho do "Exclusivo" e do "Proibido", Irracionalidade



O primeiro golpe deste tipo que eu acompanhei foi por volta de 1992 (e já era um clássico na época pois existem registros policiais desde a segunda metade dos anos 70), mas muitos continuam caindo até hoje, no mundo todo.
Na prática a vítima, freqüentemente um empresário, recebe uma carta, por correio ou fax, supostamente enviada por algum alto funcionário público da Nigéria (país da África onde reina a corrupção e o caos). Nesta carta o remetente propõe ao destinatário de entrar como parceiro em alguma operação de extravio de dinheiro que seria obtido através de corrupção ou falsas transações.
Normalmente pede-se de aparecer como fornecedor estrangeiro de alguma mercadoria ou serviço, que está querendo ser pago pelo governo da Nigéria (ou pela N.N.P.C. companhia de petróleo nigeriana, também do governo, ou por outra grande empresa daquele país). O montante é geralmente elevado (mais de 10 milhões de USD). Se o destinatário gostar da idéia tem que entrar em contato ligando para um número na Nigéria.

Depois do primeiro contato ele vai receber por fax dezenas de falsos documentos, cheios de carimbos e assinaturas e com aparência oficial e autêntica, que supostamente comprovariam a existência e evolução do processo de liberação do dinheiro em favor da vítima (entre estes documentos freqüentemente tem alguns supostamente vindo do CBN - Central Bank of Nigéria, o Banco Central daquele país). Ele terá também que fornecer dados e documentos pessoais, números de contas bancárias, faturas e outros documentos supostamente necessários para iniciar o processo de pagamento.

Depois de algum tempo, e quando a vítima for considerada suficientemente envolvida, os "parceiros" nigerianos pedem uma ajuda financeira para a liberação final do dinheiro.
Esta ajuda pode ser supostamente necessária para a "compra" de algum novo funcionário chave, para a emissão ou autenticação de algum documento final, para pagamento de advogados ou tabeliões, para pagar alguma taxa ou imposto prévio e necessário para a liberação do dinheiro etc…
O montante necessário varia, normalmente, de 10 até 200 mil USD, muitas vezes divididos entre várias etapas e várias "motivações" sucessivas. O primeiro pedido sempre é modesto mas, uma vez pago, os sucessivos irão aumentar ao passo que a vítima estiver mais envolvida (inclusive financeiramente por já ter pago algo que não irá querer perder).
Muitas vezes o dinheiro solicitado não vai aparentemente para os sócios nigerianos, mas para algum outro interveniente (supostos advogados, consultores, funcionários públicos, entidades...) que apareceu com alguma desculpa.

Se a vítima enviar o dinheiro os "parceiros" nigerianos conseguiram o que desejavam … roubar de 10 a 200 mil USD a um estrangeiro ingênuo !!

Este golpe também é conhecido como golpe "419" (419 scam, em língua inglesa), onde 419 é o número da seção do Código Penal Nigeriano que trata de fraudes.
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