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segunda-feira,
5 de dezembro de 2016
Atualizado em: 19/11/2016
     
Monitor das Fraudes
Comportamento dos Fraudadores após a Fraude




Os fraudadores e golpistas, em sua grande maioria (sobretudo quando se trata de profissionais), são excelente psicólogos práticos. Eles não estudaram psicologia, mas sabem perfeitamente como se aproveitar de fraquezas e características comuns na maioria das pessoas, inclusive em grupos de pessoas.

Obviamente cada fraude tem suas peculiaridades e, quando executada por estelionatário profissional, já tem seu desfecho de certa forma planejado.
Existem as fraudes onde o fraudador toma, de antemão, todas as medidas possíveis para não ser identificado e/ou localizado. Neste caso, pela modalidade de execução da fraude, ele sabe que não conseguiria se justificar nem conseguiria evitar se deparar com a justiça, e por isso estrutura a execução da fraude de forma a nunca aparecer ou a aparecer sob falso nome ou ainda a não poder ser localizado posteriormente.

Em outras situações o fraudador tentará disfarçar, ocultar ou alterar, em tudo ou em parte, os atos que resultaram na fraude ou caracterizaram ela. Isso com o intuito de dificultar a averiguação dos fatos, de afastar de si as responsabilidade ou de criar situações que permitam uma justificação ou ainda uma aparente ausência de irregularidades (descaracterizando, assim, a fraude).

De forma geral, os golpistas têm, quase sempre, interesse em protelar ao máximo qualquer tipo de reação por parte das vítimas, de “enrolar” e por em prática todo tipo de ação ou iniciativa que resulte em demoras, atrasos e, finalmente, ganho de tempo pro fraudador. Para tanto criarão novas situação, darão esperanças, prometerão soluções, farão com que apareçam novas personagens etc.

Existem diversas razões para as quais os fraudadores querem ganhar tempo. Maior dificuldade das vítimas em conseguir provas e informações, com o passar do tempo, maiores chances de ocultar e fazer com que sejam irrecuperáveis os resultados das fraudes, possibilidade de chegar a uma possível prescrição etc... mas, sobretudo, cansar suas contrapartes, sejam elas vítimas ou autoridades.
Faz parte da natureza humana ter tendência a desistir de algo que demora muito, que não tem fim, que está se afastando no tempo, que está ficando velho, que aparenta não ter solução etc... os golpistas sabem disso e por isso “enrolam” ao máximo. O cansaço pode servir para fazer desistir as vítimas mas também para conseguir melhores condições numa eventual composição ou acordo, livrando "legalmente" os golpists de qualquer pendência, com alguma parcial devolução que será aceita "por cansaço" e por "ser melhor que nada".

Todo fraudador profissional terá ainda um cuidado especial em relação a ocultação e disfarce do produto da fraude. Ele usará todo tipo de artifício para que o beneficio obtido através da fraude (seja dinheiro, bens ou outro), não seja alcançável pelas vitimas ou por eventuais outros agentes (inclusive públicos) que possam querer tentar uma recuperação.
Para tanto adotará frequentemente manobras conceitualmente muito parecida com aquelas usadas por traficantes e outros criminosos para lavar o dinheiro ilegal. Usarão parentes e outros laranjas para disfarce da titularidade, transformarão o dinheiro em outros bens (imóveis, carros, participações, ouro etc...) e os bens em dinheiro, adotarão várias passagens e transferências para dificultar o rastreio do ponto final etc.
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