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sábado,
3 de dezembro de 2016
Atualizado em: 19/11/2016
     
Pequenos Golpes Populares
Estelionatos espirituais e religiosos

Alavancas: Necessidade e Ingenuidade



Existe uma grande categoria de estelionatos que exploram necessidades espirituais, crenças e superstições para obter ganhos ilícitos.
Se trata, obviamente, de um campo muito delicado pois diz respeito a liberdades e necessidades individuais inalienáveis (religião, crenças, fé etc...), mas que por outro lado oferece grandes oportunidades para que pessoas sem escrúpulos explorem tais necessidades e se apresentem pelo que não são, com o único ou principal intuito de se enriquecer de forma ilícita.
É, portanto, oportuno aprender a distinguir entre a prática legítima e lícita de religiões e crenças e o estelionato e aproveitamento econômico para fins particulares que pode, eventualmente, se esconder atrás de tais práticas.

Entre os casos e modalidades mais comuns, podemos mencionar:
  1. Falsos curandeiros que cobram altos e injustificáveis valores para supostamente ministrar curas inexistentes para doenças de vários tipos.
  2. Pais e mães de santos, verdadeiras ou falsas, e outros operadores espirituais que pedem dinheiro em quantidades excessivas (bem além das custas e de uma remuneração razoável pelo tempo empregado) para supostamente fazer ou desfazer “trabalhos”, ou macumbas ou coisas similares.
  3. Ciganos, médiuns, operadores do oculto, magos, astrólogos etc. todos cobrando, normalmente adiantados, valores excessivos para seus serviços e prometendo em troca resultados maravilhosos seja em qual setor for.
  4. Pastores e/ou igrejas, ou supostos tais, que arrecadam dinheiro alegando ser para obras de bem ou para a sustentação das obras religiosas da própria igreja ou ministério e depois usam este dinheiro em proveito pessoal.
As técnicas normalmente usadas neste tipo de estelionatos são conceitualmente bastante homogêneas.
As vítimas normalmente se encontram em situação de fragilidade, estando com problemas de saúde ou econômicos, ou com problemas afetivos (separações...) ou outros de ordem pessoal (depressão...).
São então abordadas ou contatadas de várias formas por este tipo de golpistas, muitas vezes através de sistemas de terceirização de credibilidade (ou seja por intermédio de pessoas conhecidas e “de confiança”).
As vítimas recebem “garantias” e promessas tranqüilizadoras, que lhes fazem vislumbrar soluções e o possível fim de seus problemas. Em troca devem se comprometer a realizar pagamentos, transferir bens ou realizar trabalhos (prestar serviços) de forma gratuita ... tudo por um "valor" normalmente elevado. Muitas vezes estes pagamentos são continuados, ou por etapas ... sempre maiores e ao mesmo tempo supostamente mais necessários para a tão desejada solução.

O dinheiro muitas vezes não é apresentado como remuneração para os golpistas, mas como uma espécie de sacrifício necessário, um reembolso de custos, uma oferenda espiritual ou um apoio as obras da organização à qual os golpistas pertencem.
Na realidade as promessas feitas nunca se realizam, os problemas ficam e sobretudo o dinheiro é usado exclusivamente para enriquecer os golpistas.
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