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sábado,
3 de dezembro de 2016
Atualizado em: 19/11/2016
     
Fraudes no Comércio, C.D.C. e B2B
Introdução e modalidades nas fraudes ao comércio eletrônico

Alavancas: Ignorância Técnica e Operacional, Escassa Atençaõ, Ganância



O comércio pela internet é, há algum tempo, um dos setores econômicos de maior crescimento no mundo. Pesquisas do setor indicam para 2009, no Brasil, um faturamento global do varejo on-line de aproximadamente 10 bilhões de R$, com taxa de crescimento bem acima de 20% ao ano e depois de anos de crescimento na casa de 40%.
Um dos fatores mais críticos para o sucesso de um empreendimento comercial on-line é a existência de um plano de prevenção de fraudes efetivo. Estimativas indicam que mais de 90% das novas lojas virtuais encerram suas atividades ou quebram no primeiro ano de vida, em sua grande maioria devido as fraudes on-line.
Na base da maioria das fraudes sofridas pelo comercio eletrônico estão, de um lado a escassa segurança e as limitações dos meios de pagamento e de outro a grande dificuldade prática em verificar e garantir a identidade do cliente/comprador. O problema fica ainda pior nos casos de prestação de serviços on-line sem entrega física de alguma mercadoria, pois fica mais difícil comprovar a efetiva justificativa para a cobrança.
A modalidade principal de fraude no comércio eletrônico é a compra de um bem ou serviço através de um meio de pagamento fraudulento. Os meios de pagamento mais usados para este fim são os cartões de crédito (clonados, roubados etc...), os cheques (clonados, adulterados, roubados...) e as transferências bancárias e boletos pagos através de contas invadidas pela internet.
Outro ponto fundamental nestas fraudes, sobretudo para o caso de entrega de mercadorias, é o uso de um endereço fictício, normalmente em lugar de difícil acesso ou identificação (por exemplo favelas...). Isso para dificultar ou fazer com que seja inviável tentar contatar ou identificar, posteriormente, o verdadeiro recebedor das mercadorias.

Compras com cartões de crédito fraudulentos.
Neste caso o comprador golpistas aproveita os dados de um cartão de crédito que foi clonado ou roubado ou cujos dados estejam disponíveis por alguma razão (muitas vezes basta um xerox frente e verso), se passando pelo titular do mesmo e realizando a compra em nome dele. Alguns golpistas mais sofisticados procuram ter um cadastro completo do verdadeiro titular do cartão de forma a estarem prontos a responder a qualquer pergunta de verificação que possa ser feita.

Compras feitas com cheques fraudulentos.
Este caso é mais comum em sites de leilões e, mais em geral, em operações realizadas com certa rapidez. O cheque fraudulento (e conseqüentemente a fraude) costuma ser identificado num tempo mediamente bem mais curto do que o cartão e por isso só pode ser usado em operações fraudulentas rápidas onde a vítima envie a mercadoria logo apos “receber” o pagamento ou suposto tal. A enganação muitas vezes é suportada pela pressa ou inexperiência da vítima que não espera a efetiva compensação do cheque.

Compras ou pagamentos realizados através de contas invadidas.
Representa uma categoria inteira de fraudes podendo representar tanto compra de mercadorias e serviços para uso dos golpistas quanto simples fraudes em pagamentos (por exemplo no caso de pagamento de boletos ou contas de terceiros). Neste caso os golpistas usam a possibilidade que tem de usar uma conta corrente aléia, cujo acesso foi obtido através de invasão fraudulenta via internet (normalmente por meio de phishing), para realizar o pagamento imediato, via transferência bancária, das mercadorias adquiridas numa loja virtual. Como alternativa podem realizar o pagamento imediato de um boleto bancário e transmitir a confirmação para o vendedor.

É interessante observar que em muitos casos o real objetivo da compra não é ficar com a mercadoria mas sim conseguir uma maneira de trocar a possibilidade de realizar um pagamento fraudulento (com um dos meios acima) por uma mercadoria não rastreavel que possa ser depois revendida e transformada em dinheiro vivo. Isso porque a possibilidade de realizar o pagamento por si só não representa a possibilidade de sacar o dinheiro equivalente, por isso a necessidade de passar pela etapa da compra e pagamento fraudulento de alguma mercadoria que será finalmente transformada em dinheiro através de revenda.

Existem ainda os casos, não infrequentes, sobretudo nas vendas dos chamados BNP (Bens Não Presentes, ou seja sobretudo serviços ou produtos digitais quais musicas, softwares etc...), de fraudes ditas “amigáveis” ou seja, por exemplo, onde o titular de um cartão de crédito negue ter feito uma compra embora ele a tenha efetivamente realizado. Nestes casos a comprovação da fraude é complicada pelo fato que os vendedores não possuem um sistema reconhecidamente válido e aceitável, como um recibo de entrega assinado, para comprovar a entrega do BNP para o cliente.
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