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quarta-feira,
7 de dezembro de 2016
Atualizado em: 19/11/2016
     
Processos de Identificação
Breve história dos processos de identificação




É importante definir desde o início o conceito de identificação. Como identificação entende-se um procedimento que visa estabelecer um reconhecimento ou uma identidade inequívoca não sendo portanto suficiente para a identificação um status inferior como uma “semelhança” ou um “ser parecido”.

A base de todos os processos de identificação é o Nome. Antigamente este era um dos poucos meios para identificar alguém. Isso ficou um pouco mais eficiente quando, por volta de 2.850 A.C., iniciou-se na China o uso do nome composto, ou seja incluindo o sobrenome ou nome de família.
O problema com o nome, como meio de identificação, é que existem possíveis homonímias além de ser muito fácil de ser adulterado ou até “roubado”. Daí a necessidade de associá-lo com outras características físicas do indivíduo, para permitir uma identificação mais segura, apesar de ainda imperfeita.

Já na antiguidade os chineses e depois deles os romanos usavam criar documentos, com um selo ou lacre da autoridade, para identificar e apresentar pessoas que estivessem viajando.
Além disso, tanto Sun-Tzu (~500 A.C.) quanto Julius César (~60 A.C.), entre outros antigos, mencionaram em suas obras o uso de “senhas” para identificar mensageiros e aliados ao longo de campanhas militares.

Outros meios para identificar determinadas categorias de pessoas, nas várias civilizações e épocas, foram roupas, jóias, tatuagens, feridas ou outras marcas (inclusive queimaduras), mutilações (por exemplo o corte da mão ou das orelhas dos criminosos) etc...

Para um verdadeiro salto nos procedimentos de identificação, devemos esperar até a segunda metade de 1800 quando com a invenção e difusão das primeiras técnicas fotográficas, iniciaram a ser criados arquivos de fotografias com finalidades de identificação de criminosos. As primeiras cidades no mundo a adotar este sistema foram São Francisco (1854), Londres (1885), Paris (1888), São Petersburgo (1889), Berlim e Viena (1890) e Calcutá (1892).

Sempre na segunda metade de 1800 iniciaram as primeiras tentativas de utilizar partes do corpo para fins de identificação.
Em 1888, um estudioso de nome Frigério, desenvolveu um sistema de identificação baseado nas medidas da parte exterior do canal auditivo.
Em 1896, o italiano Luigi Anfosso desenvolveu um aparelho chamado “craniógrafo” que foi usado para medir e comparar os perfis do crânio.
Em 1908 o médico italiano Arrigo Tamassia, professor de Medicina Legal da Universidade de Pádua, aproveitando-se da recente inovação tecnológica àquela época, a fotografia, propõe um método que se baseava no relevo fotográfico formado pelas veias do corpo humano, com destaque ao dorso das mãos.
Em 1897 o dentista cubano Oscar Amoedo Valdés (1863-1945), presidente da Sociedade Odontológica Francesa e professor da Escola Dental de Paris, desenvolveu o primeiro tratado sobre identificação usando a arcada dentária.

Um interessante sistema de identificação (sobretudo para detentos e criminosos), que gozou de certo sucesso e popularidade durante alguns anos, foi o desenvolvido pelo francês Alphonse Bertillon (1853-1914). O sistema, de tipo antropométrico e denominado “Bertillonage”, era composto por uma ficha onde eram anotadas descrições físicas gerais e medidas de determinadas partes do corpo, e era por fim completada com o nome e uma foto do criminoso.
Um primeiro abalo a este sistema veio a partir de 1894, na França, com o famoso caso Dreyfus, no qual o próprio Bertillon tinha erroneamente identificado, através de suas metodologias, o capitão Dreyfus como culpado.
O fim da fama de confiabilidade do sistema se deu, porém, só em 1903 na prisão federal de Leavenworth (EUA). Enquanto estava sendo fichado um novo detento chamado Will West, os funcionários perceberam que o nome era familiar e verificaram que todas as demais características coincidiam com as de outro detento fichado meses antes e cujo nome era William West.

A esquerda Will West e a direita William West.


As impressões digitais já eram conhecidas e usadas desde a antiguidade. Existem registros do seu uso na China por volta de 650 D.C. e na Índia e em outros países aproximadamente um século e meio depois.
Digitais Em 1858 William James Herschel iniciou a tomar as impressões digitais dos indianos, no lugar das assinaturas, nos contratos que estes firmavam com o governo da Inglês. O sistema foi depois aplicado também nos registros de falecimento e nas prisões.
Em 1891 o argentino Juan Vucetich, depois de longos estudos e pesquisas, apresentou seu sistema de identificação, através de impressões digitais, com o nome de Icnofalangometria. Poucos anos depois o também argentino Dr. Francisco Latzina, criticando favoravelmente o sistema de Vucetich, sugeriu que o nome Icnofalangometria, fosse substituído por Datiloscopia (em grego: DA’KTYLOS = dedos, SKOPÊIN = examinar).
Em 1 de julho de 1907, a Academia de Ciências de Paris reconhece que o sistema Datiloscópico (ou Papiloscópico), baseado nos procedimentos técnicos estipulados por Vucetich, é superior ao sistema de Bertillon (que a partir deste momento iniciará a ser abandonado no mundo inteiro) e passa a adotar a papiloscopia em seus procedimentos.
No mesmo ano, pelo decreto Nº 1533-A de 30 de Novembro, foi adotado, no Estado de São Paulo, o sistema Dactiloscópico Vucetich. Em 1935, sob a direção do Dr. Ricardo Gumbleton Daunt, é criado em São Paulo o Arquivo Dactiloscópico Monodactilar.
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