quinta-feira,
9 de setembro de 2010
Atualizado em: 08/09/2010
Fraudes Financeiras e Comerciais
Financiamentos com base em "assets" Custodiados
(para aplicação em "Roll Programs", HYIP ou similares)
Alavancas: Ingenuidade, Necessidade, Gostinho do "Misterioso/Exclusivo", Ganância, Ignorância Técnica, Irracionalidade
Foi relatada, também no Brasil, uma modalidade de fraude que pode ser classificada como uma variante sofisticada do famoso "Roll Program".
Em síntese um intermediário se aproxima de um empresário que esteja precisando de algum financiamento. Em outra variante a vítima é um investidor qualquer, com boa capacidade patrimonial/financeira, mas sem necessidades particulares de financiamento ou liquidez.
No caso do empresário, o intermediário conta que existe a possibilidade de obter um financiamento no exterior usando como garantia títulos, ações, bens ou outros valores (reais e bons) depositados em um banco através de um contrato de "Custódia" (safekeeping) e depois oferecidos em garantia. Este financiamento seria sujeito à umas regras particulares. A mais relevante é que, para permitir juros reduzidos (ou para que as garantias oferecidas permitam tomar um empréstimo muito maior do valor delas), o dinheiro obtido através deste financiamento deverá ficar durante um tempo (de alguns meses até 2 anos, normalmente) num programa de aplicação de alta rentabilidade.
O financiamento, raras vezes, é realmente liberado (estes tipos de financiamentos, baseados em penhor, depósitos ou custodias de valores reais podem existir realmente, apesar de serem raríssimos) e depois sujeito ao mesmo fim do dinheiro aplicado em "Roll Programs" (veja capítulo relativo, no link acima).
A diferença é que o banco que liberou o financiamento tem como garantia os seus títulos, ações, bens ou valores e na hora em que você não devolver o dinheiro do empréstimo (porque o perdeu integralmente no "roll program") o banco vai tomar a sua garantia (legalmente e honestamente, aliás, sendo que o banco normalmente não tem nada a ver com este esquema).
Na variante para investidores normais o que se promete é simplesmente a multiplicação do valor dos títulos depositados sem que estes precisem ser vendidos ou liquidados (ou seja uma ganho financeiro bem maior do obtido simplesmente com a rentabilidade dos títulos, supostamente sem riscos). Mas o fim é sempre o mesmo.