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quinta-feira,
8 de dezembro de 2016
Atualizado em: 19/11/2016
     
Negócios Furados e Perdas de Tempo
Pedras Preciosas de vário tipo e tamanho




Aparecem periodicamente no Brasil propostas de venda (e muito raramente de compra) de pedras preciosas de vário tipo e tamanho.
Em alguns raros casos (quando o proponente não tem problemas em abrir a origem, apresentar os documentos etc ...) podem ser negócios reais ... Na maioria dos casos, porém, se trata de perdas de tempo. As razões pelas quais tais negócios aparecem são variadas e podem ser resumidas normalmente em um dos seguintes casos:
  1. Pedras de valor elevado (carregando laudos por valores muito diferentes um do outro) e/ou nas quais é preciso arranjar um "safekeeping" para vender. Neste caso as chances são grandes que se trate de lavagem de dinheiro, isso sobretudo se o comprador não é um operador profissional de mercado ou uma instituição financeira. Alternativamente pode se tratar de alguma tentativa de obter documentos para depois executar outras fraudes (veja capítulo sobre safekeeping).
  2. Pedras em lotes com perícias e valor determinado (sobretudo esmeraldas). É muito provável que se trate de golpe aplicado fornecendo pedras de baixa qualidade ou valor juntamente com um laudo forjado ou emitido por um perito cúmplice. Este tipo de negócios normalmente é apresentado como oportunidade única e tem que ser fechado com pressa (para não dar tempo de verificar muita coisa).
  3. Pedras encalhadas ou seja que não tem mercado ... por serem de qualidade ou tipo pouco procurados. Estas pedras são vendidas como investimento supostamente destinado a adquirir valor ... mas na realidade não representam investimento algum porque na hora de vende-las ninguém as quer !!
  4. Pedras para supostas operações financeiras ... (veja o capítulo sobre fraudes com pedras).
  5. Pedras brutas (sobretudo esmeraldas mas também diamantes) diretamente da mina por um valor bem em conta. Leve em conta que só um especialista (de confiança) pode avaliar quanto uma pedra poderá valer depois de lapidada. A pedra bruta é de dificílima avaliação por ser complicado, sobretudo no caso das esmeraldas, identificar as inclusões e as rachaduras internas. Existem truques, como o de deixar a esmeralda submersa em óleo mineral por um tempo, para fazer a pedra aparecer o que não é (sem rachaduras e outros defeitos), pelo menos aos olhos de um não especialista. Além disso existe sempre o risco de não conseguir lapidar a pedra como previsto por razões técnicas ou por erro do lapidador.
Vale por fim lembrar, em relação aos diamantes, que desde 2002 existe o "Protocolo de Kimberly" que obriga todos os compradores oficiais de diamantes a se certificarem da origem das pedras, através de documentos oficiais por cada pedra. Isso para evitar o contrabando de diamantes extraídos ilegalmente, sobretudo por parte de milícias na África. Com isso também os diamantes extraídos de forma ilegal, ou seja sem as devidas autorizações governamentais, no Brasil estão sujeitos a fortes restrições de comercio e sua negociação pode configurar alguns crimes.
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