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terça-feira,
6 de dezembro de 2016
Atualizado em: 19/11/2016
     
Fraudes no Comércio, C.D.C. e B2B
Precauções gerais a serem tomadas




Segundo o consultor Arnaldo Ferreira dos Santos, o sucesso dos golpistas em mais de 80% das fraudes aplicadas no comércio Brasileiro é explicado, não pela habilidade do falsário, mas sim pelo excesso de rapidez na identificação do cliente, e pelo despreparo, desatenção e a confiança demasiada de vendedores, balconistas e caixas.

Na verdade, segundo minhas estimativas, aproximadamente 90% das fraudes e golpes, tem base e origem a partir de uma Carteira de Identidade (que é o principal documento de identificação) falsa ou adulterada. Mesmo numa fraude eletrônica, realizada por um hacker ao invadir uma conta bancária, na hora deste transformar o produto da fraude em dinheiro efetivo na sua mão, terá que usar uma identidade falsa, pois do contrário, após um rastreamento seria facilmente identificado.

Algumas providências como a inclusão sistemática de fotografias digitalizadas e prazo de validade nas Carteiras de Identidades a exemplo do Chile e de alguns países da Europa, permitiriam ao Brasil uma redução na casa de 30% das fraudes chamadas grosseiras ou domésticas. Esta ação elimina naturalmente o falsário “pouca prática” que não tem acesso e conhecimento dos recursos tecnológicos hoje disponíveis.

Com medo de perder o cliente, ou não criar constrangimentos, lamentavelmente, o comércio frequentemente relaxa no processo de identificação, acentuando o problema por conta de uma cultura equivocada da qual todos fazemos parte, que é a de ficarmos “chateados” quando alguém nos identifica corretamente.

É importante entender que sempre que alguém procede corretamente no processo de identificação, na verdade está procedendo em prol da nossa própria segurança, evitando com isso que alguém, de forma indevida, faça uso de nossos dados pessoais, como conseqüência da perda ou roubo e extravio de nossos documentos.

Outro fato que tem gerado transtorno e prejuízo aos lojistas, e do conhecimento do Banco Central, é a grande incidência de contas bancárias abertas de forma fraudulenta. É operação padrão dos golpistas a de utilizar Carteira de Identidade falsa e, após os prazos de emissão do talão de cheques, sair lesando o comércio.

O que o lojista muitas vezes não sabe, é que a Circular 2025 do próprio BACEN, que disciplina o processo de abertura e movimentação de conta bancária, possibilita atribuir responsabilidade pecuniária ao Banco que abriu uma conta de forma inapropriada e permite o ressarcimento ao lojista.

As principais precauções e medidas para evitar golpes são as seguintes:

CHEQUES
  • Verificar se a numeração do cheque está repetida e igual na tarja magnética.
  • Analisar se todas as letras e números do cheque apresentam mesmo tamanho, forma, alinhamento e colocação.
  • Passar a mão sobre as letras para descobrir possíveis letras adesivas falsas.
  • Ficar atento a contas conjuntas, verificando se o segundo nome não foi acrescido.
  • Verificar se tem picote ou serrilha na margem esquerda do cheque.
  • Verificar indícios de rasura no extenso ou numeral.
  • Recusar cheques preenchidos e assinados previamente, ou folhas soltas sem talão.
  • Cuidado com cheques amarelados e envelhecidos podem ser indícios de contas inativas ou encerradas.
  • Observar a posição da serpentina vertical (linha louca) que tem que ser diferente para cada cheque no talão.
CARTEIRA DE IDENTIDADE
  • Tatear a foto para verificar se não foi colada outra por cima.
  • Conferir os furos de identificação.
  • Estabelecer uma cronologia entre a data de nascimento e a data de emissão da carteira, para verificar se é verossímil.
  • Com a carteira nas mãos, fazer perguntas ao cliente, em relação à data de nascimento e a filiação.
  • Quando possível, sair do campo de visão do cliente por alguns segundos, induzindo-o a pensar que você possa estar ligando para a polícia ou segurança. Esse procedimento pode desestabilizar emocionalmente o estelionatário, que geralmente sai xingando e deixa o documento nas mãos do atendente ou caixa.
  • Se possível, validar o documento através de sistemas automáticos online como o "IdBra ou a Ferramenta de Validação do "Monitor das Fraudes".
  • Sempre que possível também consultar o CNOD (Cadastro Nacional de Ocorrências com Documentos) para verificar se existe registro de roubo, extravio, perda ou clonagem do documento em questão. Vale também consultar os serviços de proteção ao crédito (SPC, SERASA...) que disponibilizam informações deste tipo, quando as tiverem.
DINHEIRO
  • Observar a autenticidade do papel com o toque.
  • Verificar se existe a chamada "imagem latente" que varia em formato e posição, dependendo do modelo da nota.
  • Verificar se existe a marca d'água e se esta é autêntica.
  • Amassar um pouco a cédula - a falsa costuma não ser maleável.
  • Observar se submetida à luz ultravioleta, a nota parece opaca - a falsa tem brilho intenso.
  • Quando for mais de uma nota, verificar se o número de série não é o mesmo.
  • Especial atenção para as cédulas de R$ 10 e R$ 50 falsas. Elas estão sendo muito utilizada nos postos de gasolina por ser um tipo de estabelecimento que facilita dinheiro falso em circulação.
CARTÃO DE CRÉDITO
  • Conferir atentamente se os numerais do cartão em relevo aparecem desalinhados, tortos ou mal posicionados.
  • Verificar se o número do cartão e o nome do associado estão borrados ou danificados.
  • Observar, depois que o débito for aceito pelo terminal eletrônico, se o número e nome no cartão conferem com os da nota impressa.
  • Desconfiar se a tarja magnética estiver riscada ou destruída deliberadamente, de modo que não possa ser lida pelo terminal eletrônico.
  • Ao submeter um cartão à luz ultravioleta, aparece a logomarca da administradora.
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