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Editorial por: Lucyana Ruth
Finalmente o governo cubano, mais propriamente os Irmãos Castro, começaram a libertar seus presos políticos, livrando o Pais de seu mais vergonhoso crime contra a humanidade. Essa decisão foi fruto de uma ação firme e vigorosa da maioria dos governos democráticos do mundo, principalmente o Tio Sam que encomendou e pagou a conta do modelito costurado pelo Vaticano e Espanha. O atual governo brasileiro, apesar da tesoura cega, agulha rombuda e vista cansada, perdeu a oportunidade de ouro para exercer esse papel, ou pelo menos de boca fechada, como um bom moto-boy, entregar a encomenda. Bingo duplo de Miss Hilary. Fina, inteligente, competente. Esperamos que este gesto tão caro, possa criar a oportunidade para um diálogo direto com o regime cubano e assim quem sabe garantir aos meus amigos atletas, Oscar ,Geovis, Taylor, a Cariola entre tantos outros para todas as pessoas da Ilha o direito de ir, vir e sorrir, com liberdade de expressão, liberdade de escolha de toda uma nação. Depois de séculos os cubanos não querem continuar a esperar. Por mais que alguns não queiram, já é tempo de escutar as vozes de Cuba a clamar pelas ruas, o caminho da liberdade estampado no rosto deste povo, assim como diz a canção de Ed & J.R.,: Um céu de estrelas /E uma Lua Cheia Nova vai nascer/Com figuras desenhadas nas nuvens/Do céu tão louco que hoje está / Vem chegando a noite /Vem chegando a noite /Diante dos olhos as dores do mundo / Que o sol ilumina e a noite esconde /São bonitas as cores /Então viva a vida / Como é bom sonhar / E eu sou livre...
Enquanto em Cuba se pensa em liberdade, os que a tem não a prezam. A violência, em especial contra a mulher ganhou mais evidências este mês com o polêmico caso Bruno, ex-goleiro do Flamengo, envolvido até a raiz do cabelo no assassinato da garota de programa que virou namorada, ex-amante e sabe-se lá o que mais. Apenas é preciso saber que por mais famoso, mimado e onipotente, a ninguém é dado o direito de tirar a vida de alguém chame-se Elisa, Dra. Mércia Nakashima, a menina Isabella, a jovem Eloá, ou a nossa colega Sandra Gomide brutalmente assassinada pelo ex-namorado e também jornalista Antônio Pimenta Neves, crime até hoje impune. A população tem apenas o conhecimento das ocorrências que se tornaram publicas, mas infelizmente casos semelhantes acontecem com freqüência em todo Brasil e não recebem, nem da polícia, muito menos da mídia, a atenção merecida.
O futebol brasileiro, deveria ser exercido com mais rigor e profissionalismo pelas suas instituições organizativas, clubes e mesmo patrocinadores, uma vez que milhões de pessoas estão envolvidas e os jogadores são os verdadeiros protagonistas deste enorme espetáculo, e por isso todos deveriam ter responsabilidade sobre o fato de que exercem uma importância muito grande na vida das pessoas principalmente das crianças e adolescentes pelo exemplo que dão, e ainda pelos símbolos que representam e marcas que divulgam.Fifa e CBF precisam seguir os exemplos do COI e do COB, fazer os exames anti-dopping com freqüência e seriedade, aplicar penalidades, principalmente suspensões e multas dolorosas, compatíveis com as fortunas envolvidas nos negócios, o nome de patrocinadores, e , principalmente, o prejuízo moral que essa bagunça toda e a impunidade causam à sociedade.
Na secção Direito, A Verdade Possível, o Dr. Elias Mattar Assad relata sobre o bárbaro crime de homicidio e estupro, ocorrido no litoral paranaense, conhecido como o Crime do Morro do Boi, onde uma pessoa é presa como autora e o nega impetuosamente, observe o leitor as semelhanças com o caso Bruno.
O Mestre, Luiz Carlos Lisboa em suas Crônicas do Lisboa, como sempre antenadas com a realidade da vida, nos traz Responsabilidade, onde escreve sobre os que atribuem a onda generalizada de violência, à perda de valores morais e sociais que imperaram por muitos anos e começaram a morrer nos últimos tempos, se divorciando e deixando de considerar o exemplo de outras sociedades ao longo da História.
Em Caminho das Águas o Doutor Heraldo Campos escreve Retrocesso Ambiental, sobre o Projeto de Lei 1876/99 que propõe importantes reformas do Código Florestal e foi votado na Câmara dos Deputados, sob protestos de ambientalistas do mundo inteiro. Com exploração massiva do petróleo e meios legais para a destruição sistemática do meio-ambiente, o Brasil caminha na contra-mão da história da civilização; até mesmo os Estados Unidos dos falcões republicanos levaram um tranco como nunca se viu e estão priorizando as pesquisas de ponta com energias limpas e de fontes renováveis. Quanto a nós, o pais do futuro, estamos prestes a trocar o “do” pelo “sem”. Em Memorial da Cultura Brasileira, Vera Brant com A Sorte de Brasília, onde mais uma vez a escritora nos conta um pouco da História com uma carta de Juscelino Kubitschek a Oscar Niemeyer; agora com cem anos de vida, trabalho, arte e humanismo reconhecidos no mundo inteiro.
Na secção Magia e Razão na Literatura, Edevaldo Filho, conta uma estória muito linda, com pessoas, e fatos dos dois últimos séculos passados e um lugar que me trás belas e ternas recordações: Grumary.
Na secção Filosofia Perene o professor Emilio Romero e a seu Por Acaso Só Há um Modo de Fazer Justiça? Onde nos conta sobre o que seria a justiça de verdade, sobre as formas de injustiça tão comuns e habituais que nem as suas próprias vítimas percebem, tal o choque e a sua tremenda violência. O Tempo é de reflexão e pensar que ainda existe a esperança de que dias melhores virão. Boa leitura e até a próxima edição.
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