Ano 5, Número 37
23 de julho de 2010
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As Dores do Mundo...

Depois de séculos os cubanos não querem continuar a esperar. Por mais que alguns não queiram, já é tempo de escutar as vozes de Cuba a clamar pelas ruas, o caminho da liberdade estampado no rosto deste povo, assim como diz a canção de Ed & J.R.,: Um céu de estrelas /E uma Lua Cheia Nova vai nascer/Com figuras desenhadas nas nuvens/Do céu tão louco que hoje está / Vem chegando a noite /Vem chegando a noite /Diante dos olhos as dores do mundo / Que o sol ilumina e a noite esconde /São bonitas as cores /Então viva a vida / Como é bom sonhar / E eu sou livre...    MAIS >>

Responsabilidade

A criminalidade, a violência e os atos anti-sociais já não pertencem mais aos compêndios e aos especialistas porque estão no nosso dia-a-dia. Uma autoridade promete um policiamento especial para o verão violento no Rio de Janeiro, e eis que é recolocado em pauta o antigo debate que pretende localizar as causas determinantes da explosão de violência que sacudiu o mundo nas duas últimas décadas. Os diversos condicionamentos ideológicos e religiosos têm suas respostas prontas para o problema, o que é uma pena, porque não levam a parte alguma. A questão precisa ser examinada de um ângulo ainda não comprometido com uma filosofia rígida ou alguma verdade revelada.   MAIS >>

Por acaso só há um modo de fazer justiça?

O pior é que há formas de injustiça tão comuns e habituais que nem suas vítimas as percebem em sua tremenda violência. A ignorância é um bom aliado nestes casos. Hitler se propunha proibir a todos os povos eslavos, principalmente, a aprendizagem da leitura. O transgressor seria provavelmente fuzilado ou condenado à cegueira. O outro artifício para encobrir as injustiças é fomentar diversas formas de alienação. Uma delas é muito usada: oferecer à massa um pouco de pão e muito circo -como faz atualmente a TV.   MAIS >>

A Verdade Possível...

Uma pessoa é presa como autora de lamentáveis fatos e nega veementemente. Um dos mais experientes delegados de polícia do Estado do Paraná, Doutor Luiz Alberto Cartaxo Moura, ao concluir o inquérito que presidiu, afirmou publicamente sua inabalável convicção a respeito da autoria. Cinco meses após o crime e 133 dias de aprisionamento do acusado, tanto a Polícia Civil, o MP e o Judiciário foram obrigados a lançar novos olhares sobre o processo, pois outra pessoa flagrada (por atos semelhantes) confessou a autoria do caso “morro do boi”.   MAIS >>

Retrocesso Ambiental

A vegetação tem um papel fundamental na recarga dos reservatórios de águas subterrâneos. Os troncos das árvores funcionam como verdadeiros condutores de água para o interior dos aquíferos e também servem como anteparos na proteção do solo, prevenindo a erosão e o assoreamento dos rios e dos mananciais. Se vingar, essa proposta de reforma do Código Florestal sem dúvida vai interferir gravemente nas áreas de proteção do Aquífero Guarani, principalmente as que se encontram assentadas em zonas de recarga direta.    MAIS >>

Poema da Gare de Astapovo

O velho Leon Tolstoi fugiu de casa aos oitenta anos
E foi morrer na gare de Astapovo!
Com certeza sentou-se a um velho banco,
Um desses velhos bancos lustrosos pelo uso
Que existem em todas as estaçõezinhas pobres do mundo
Contra uma parede nua...
Sentou-se ...e sorriu amargamente
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A Sorte de Brasília

Quando intelectuais e artistas brasileiros comemoram o seu cinqüentenário, prestando-lhe significativas homenagens, que são o reconhecimento pela obra que realizou, cujo valor e repercussão o colocaram entre os mais destacados arquitetos contemporâneos, venho manifestar-lhe a alegria com que vejo o nome do prezado amigo aclamado como uma das mais autênticas expressões da arte e da cultura brasileira.    MAIS >>

Por Um Ideal

Verifiquei, e tenho verificado, vezes sem conta, que tudo quanto o homem crê, firme e desinteressadamente, isto se realiza, mais dia, menos dia. “Nada é impossível àquele que crê”. O que é essencial é que ele, de fato, creia, isto é, que tenha firmíssima convicção da sua possibilidade, ou melhor, que veja já realizada essa obra.   MAIS >>

Grumary

Em 86, no Século passado, portanto, o Grumary era um lugar adorável. Céu, montanha e mar; praias lindas, selvagens, de onde se avistava duas ilhas próximas. Com os filhos pequenos, éramos todos meninos enxergando o mundo pela primeira vez. Era uma delícia nadar naquelas águas, tomar sol na areia junto às pedras, ninho dos bichos, das aves marinhas e dos pescadores com seus caniços e samburás, ou então ver e ouvir respeitoso o espetáculo do mar em fúria nos dias de arrebentação.    MAIS >>

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