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09/04/2009 - Correio de Uberlândia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraudes com cartões têm aumento de 118%

Por: Arthur Fernandes

Polícia registrou 24 casos nos três primeiros meses, diante de 11 em 2008.

Usuários de cartões de crédito e débito devem ficar atentos às fraudes cometidas em Uberlândia. O número de ocorrências policiais relacionadas a cartões de crédito/débito na cidade aumentou 118% na comparação entre o primeiro trimestre de 2009 com o de 2008, segundo dados da Polícia Militar.

Foram 24 boletins registrados nos três primeiros meses deste ano, enquanto de janeiro a março do ano passado foram 11. Segundo a Assessoria de Comunicação da PM, após a triagem e o levantamento das circunstâncias das ocorrências, das 24 registradas neste primeiro trimestre, 18 tinham relação com clonagem dos cartões magnéticos.

A responsabilidade das investigações das fraudes é da Polícia Civil, mas, desde que houve a implantação das Áreas de Segurança Pública Integradas (Aisp) em 2006, a delegacia especializada em defraudações, que cuidava de crimes como clonagem de cartões, foi extinta em Uberlândia.

Para a PM, a quantidade de crimes de estelionato com cartão de crédito e débito deve ser superior às registradas, já que muitos usuários não procuram a polícia. É o caso da vendedora Naida Garcia. Segunda ela, na semana passada, a empresa operadora do cartão de crédito entrou em contato, por telefone, para questionar se a vendedora havia realizado um gasto de cerca de R$ 1,9 mil. Naida Garcia disse que não. “Também tentaram fazer uma outra compra, mas o valor era acima do limite”, disse Garcia. O cartão não tinha chip (que exige a inserção de senha para a utilização).

O problema da estilista Patrícia Prado Rezende foi com o cartão de débito da Caixa Econômica Federal. De acordo com a estilista, o saldo do seguro-desemprego dela referente aos meses de janeiro e fevereiro desapareceu, inexplicavelmente. “Fui sacar e o dinheiro não estava lá. Encontrei em contato com a Caixa e soube que sacaram em outra cidade em meu nome. Uma no Mato Grosso e a outra no Paraná. Nunca estive nestes lugares”, afirmou Rezende.

Segundo a estilista, o banco eximiu-se da responsabilidade de ressarcimento imediato do valor acima dos R$ 1 mil. “Eles disseram que não sabem como os saques ocorreram. Tive que entrar com um processo.” Patrícia Rezende disse que o banco informou que a resposta será dada na segunda-feira. A assessoria de Comunicação uberlandense da Caixa Econômica Federal preferiu não se pronunciar.

Origem de fraudes pode estar na máquina operadora

As fraudes envolvendo cartões de crédito e débito podem ter várias origens. Uma das possibilidades é a adulteração da máquina da operadora, que consegue capturar a tarja magnética e até mesmo senhas. Segundo órgãos de defesa do consumidor, os crimes ocorrem com maior frequência em postos de combustível, bares e motéis. Nestes casos, há, necessariamente, a colaboração de funcionários ou proprietários envolvidos em esquemas de estelionato.

No caixa eletrônico também há risco de fraudes, por meio de microfilmagens das senhas dos usuários ou com bandidos que abordam clientes, tentando ajudar para pegar senhas. Os usuários que utilizam terminais de computador pessoal para movimentar a conta bancária também correm risco. Programas maliciosos que são baixados em mensagens eletrônicas suspeitas conseguem detectar o movimento do mouse e teclas apertadas no teclado. Outro crime digital é realizado em páginas idênticas às originais dos bancos e lojas eletrônicas que capturam a senha e os dados bancários de clientes. Manter o antivírus instalado é essencial.

PRECAUÇÕES

Tome cuidado com esbarrões e encontros acidentais, que possam levá-lo a perder de vista, temporariamente, o seu cartão magnético. Se isso ocorrer, verifique se o cartão que está em seu poder é realmente o seu. Em caso negativo, comunique o fato imediatamente ao banco.

Em caso de retenção do cartão no caixa automático, aperte as teclas “anula” ou “cancela” e comunique imediatamente o banco.

Nunca forneça a senha ou aceite ajuda de desconhecidos, mesmo que digam trabalhar para o banco, nem digite senha alguma, na máquina ou aparelho telefônico de terceiros.

Se alguém lhe telefonar dizendo-se funcionário do banco e pedir-lhe para dizer ou digitar sua senha, não o faça em hipótese nenhuma.

Ao digitar a senha, mantenha o corpo próximo à máquina para evitar que outros possam vê-lo ou descobri-lo pelo movimento dos dedos no teclado.

As pessoas atrás de você devem respeitar as faixas de segurança.

Se o caixa eletrônico estiver inoperante, não aceite a oferta de estranhos de passar seu cartão em terminal avulso, mesmo que se apresentem como funcionários do banco. Fraudadores têm utilizado esse golpe para clonar cartões e obter senhas.

Nunca aceite ou solicite ajuda de estranhos, mesmo que não lhe pareçam suspeitos. Fique atento à presença de pessoas suspeitas ou curiosas no interior da cabine ou nas proximidades. Na dúvida, não faça a operação.

Caso não consiga concluir uma operação aperte as teclas “anula” ou “cancela”, conforme a opção do teclado.

Cuidado ao utilizar telefones de desconhecidos para comunicar-se com o banco, pois os dados de sua conta e senha poderão ficar registrados na memória do aparelho. Além disso, você poderá não estar falando com representantes do banco.

Ao fazer pagamentos com seu cartão, não deixe que ele fique longe de seu controle e tome cuidado para que ninguém observe a digitação da sua senha.

Fonte: Federação Brasileira das Associações de Bancos – Febraban

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