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07/04/2009 - Expresso da Notícia / Times Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

KPMG é processada nos EUA por causa das fraudes com empréstimos


A KPMG está sendo processada nos Estados Unidos por credores da New Century Financial, por suposta negligência nas auditorias na instituição, uma das empresas que mais atuaram nos empréstimos subprime, a origem da grande crise financeira mundial que eclodiu no ano passado.

Os processos alegam que a KPMG teria sido negligente na auditoria da New Century Financial, que quebrou em abril de 2007. A falência da instituição forçou bancos e investidores, há dois anos, a experimentar prejuízos nos empréstimos lastreados em hipotecas que eles tinham contratado.

Os advogados que representam os credores ajuizaram duas ações contra a empresa de contabilidade; um em Nova York contra a KPMG norte-americana, e outro processo em Los Angeles, Califórnia, contra a KPMG International.

O processo de Nova York revelará se as operações da KPMG nos EUA teriam envolvido a assinatura de demonstrações financeiras "materialmente mal declaradas". Já o processo que tramita na Califórnia alega que aquela matriz internacional era responsável pelas atividades "severamente despreocupadas e grotescamente negligentes" das atividades do New Century Financial nos EUA.

Os processos acusam a KPMG de desconsiderar as leis mais inflexíveis em vigor nos EUA depois da quebra da Enron, em 2001. Essas normas indicam que a auditoria deve ser independente de outros serviços prestados pela mesma empresa, como consultoria.
"Como a auditoria da New Century Financial, a KPMG fracassou no seu dever investigação e segurança", destaca o texto de uma das ações distribuídas

Os negócios do New Century Financial começaram a crescer em 1996 e, antes do final de 2006, a instituição já era considera a segunda maior do segmento de empréstimos lastreados em hipotecas. A companhia fez os empréstimos e os revendeu a investidores, enquanto prosseguia, também, emprestando dinheiro.

Como parte dos negócios feitos pelo New Century Financial com os investidores, a instituição concordou em comprar de volta os títulos lastrados em empréstimos lastreados em hipotecas dentro dos primeiros meses. Mas o efeito pirâmide comelou a ruir no final de 2006.

Ao mesmo tempo, investidores deixaram de comprar os títulos emitidos pela companhia e, em março de 2007, a empresa teve de interromper os empréstimos.

Quando o New Century Financial quebrou, um mês depois, devia aos investidores aproximadamente US$ 8,5 bilhões.

No ano passado, Michael Missal, investigador do Tribunal de Falências de Delaware, informou que a KPMG permitiu à New Century Financial informar em seus balanços e demonstrativos apenas parte das perdas que vinha registrando. Com isso, por um bom tempo muitos investidores foram lesados por ignorar os riscos da instituição.

Missal acusou o sócio de KPMG que supervisionava as auditorias de entrar em conflito com a empresa de contabilidade que teve de rever seus métodos de contabilidade para se adaptar à realidade forjada da New Century Financial.

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