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06/04/2009 - SEGS Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpe leva IH Seguros a um rombo de R$ 12 milhões


Empresários do Rio de Janeiro e São Paulo estão sendo acusados de praticar uma das maiores fraudes jamais registradas contra seguradoras de saúde na Bahia.
De acordo com as denúncias, o grupo comprou o plano IH Cia. de Seguros e Previdência de um consórcio formado por renomados hospitais baianos. Pagaram com cheques pré-datados, sem fundo, que foram aceitos de boa fé pelos antigos gestores. Em menos de um mês, sacaram todo o dinheiro da seguradora, assumiram uma dívida de R$12 milhões junto a clínicas, laboratórios, corretoras e hospitais por todo o Estado e sumiram sem deixar vestígio. Os maiores prejudicados, entretanto, foram os mais de 20 mil segurados que ficaram sem atendimento, impedidos de fazer qualquer procedimento e até de realizar cirurgias importantes devido ao calote.

O plano de saúde IH foi negociado no final do ano passado. O intermediário da transação foi o médico gestor do Hospital Salvador, na Federação. Paulo assinou a papelada, vendendo o plano em nome do consórcio, e aceitou os cheques de entrada no valor de R$ 3 milhões sem supor que aquele grupo de senhores bem vestidos e hospedados no Hotel American Tower, na Av. Tancredo Neves, pudessem estar aplicando um golpe tão cirurgicamente planejado. Só que, antes mesmo dos cheques sem fundo retornarem de suas praças de origem, os "simpáticos cavalheiros" já tinham lesado dezenas de instituições de saúde, fechado o escritório e sumido do mapa. Os telefones dos compradores, com prefixos de Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, constam como inexistentes ou indisponíveis e ninguém sabe do paradeiro do grupo no momento.

Até a Empresa de Águas e Saneamento (Embasa) foi iludida pelos supostos empresários, mas, de acordo com a assessoria do órgão, as partes estabeleceram apenas um contrato emergencial que foi cancelado por reclamações dos funcionários, que não conseguiam encontrar médicos ou empresas credenciadas, já que as instituições de saúde pararam de aceitar clientes do plano quando os repasses cessaram de ocorrer. Por ainda não haver acusação formal, não vamos revelar os nomes dos suspeitos, mas pode-se dizer que são "peixes grandes" – médicos, advogados e pessoas ligadas indiretamente ao poder Federal. O dinheiro foi desviado para a conta de "laranjas" que também já foram identificados.

O gestor preferiu não comentar o assunto mas informou através de sua assessoria que vai entrar com uma nota crime junto ao Ministério Público (MP) durante a semana. No momento está reunindo provas: contratos e atestados de consultas cujos valores deixaram de ser repassados para as clínicas ou laboratórios, apesar da maioria dos segurados estar em dia com seus pagamentos. O MP já tem um dossiê com informações sobre a IH Seguros na mesa do procurador-geral Lidivaldo Brito, mas ainda não existe representação formalizada contra o grupo sulista.

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