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06/04/2009 - Circuito Mato Grosso Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falsa socialite aplicou "conto do vigário" em Cuiabá


A jovem Kelly Samara Carvalho dos Santos, 21, presa na sexta (3) por policiais da 10ª DP (Botafogo), na Gávea, Zona Sul do Rio, quando saía de uma boate, ficou famosa por aplicar golpes nos Jardins, na Zona Oeste de São Paulo. Na região habitada pela classe alta, Kelly se passava por socialite.

A história de Kelly dos Santos a revela como uma jovem bonita e bem vestida, que se passava por milionária para roubar quem caísse na conversa dela. Um rosto e muitos disfarces: estudante de direito, empresária, fazendeira, até filha do presidente do Paraguai. Na vida real, uma golpista de apenas 21 anos, conforme foi definida em reportagens de alguns dos principais veículos de Comunicação do país.

Em 2007, em São Paulo, Kelly chegou a ficar presa na Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte. Ela foi indiciada pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e por três furtos. Em abril de 2007, foi absolvida pela Justiça por falta de provas, depois de passar oito meses na prisão. Na sexta, após ser presa no Rio, foi transferida para a carceragem feminina de Mesquita, na Baixada Fluminense.

Golpes em Cuiabá

Kelly dos Santos é uma velha conhecida da high-society cuiabana. Em 2007, ela aplicou dezenas de golpes em vários estabelecimentos comerciais da capital mato-grossense. Reportagem do jornal Diário de Cuiabá, publicada em 25 de agosto daquele ano, por exemplo, informa que a Polícia Civil registrou nada menos do que cinco queixas por crime de estelionato paticado pela jovem. Os golpes ocorreram entre dezembro de 2006 e janeiro de 2007, e as queixas são de lojas de roupas e perfumes, além de um hotel localizado no centro de Cuiabá.

Conforme a reportagem, usando o nome de Kelly Samara, a garota, então com 19 anos, comprou mais de R$ 600 em uma loja no Centro. Numa loja de grife, ela também comprou roupas e sapatos. Num salão de cabeleireiros, fez serviço de estética.

"Em todos os casos, ela pagou com cheques roubados. As vítimas registraram queixa contra Kelly na delegacia, mas não conseguimos prendê-la em flagrante", informou o delegado Aquiles Toschi, então titular da Delegacia do Complexo do Verdão (Cisc Verdão), conforme a reportagem.

Na ocasião, segundo o delegado, uma equipe chegou a seguir Kelly para autuá-la em flagrante por crime de estelionato. Os policiais a seguiram em vários locais após as queixas. Nesse ínterim, os policiais se informaram sobre as lojas dos shoppings e da região central onde a golpista costumava agir. "Como ela deve ter percebido que estava sendo seguida, teve pressa em deixar a cidade. Tanto é verdade, que não tivemos mais queixa contra ela", explicou Toschi.

A última queixa contra Kelly na Polícia Civil foi registrada em 19 de janeiro de 2007 e foi justamente feita pelos donos da loja de perfumes. Como o pagamento ocorreu com cheque roubado, os policiais acreditam que Kelly tenha feito as compras alguns dias antes.

Dias depois das ocorrências registradas pela Polícia de Cuiabá, Kelly foi presa em São Paulo, com o nome de Kelly Tranchesi. Na ocasião, as pessoas que ela enganou em Cuiabá e a viram pela TV a reconheceram imediatamente. Em São Paulo, ela aplicava golpes e furtos em conhecidos bairros de São Paulo, como Brooklin, Vila Olímpia e Jardins (neste último, sua atuação foi mais frequente, segundo a polícia).

Na verdade, Kelly foi presa porque, para não pagar honorários advocatícios de R$ 4 mil, prestou queixa contra a própria advogada, alegando que ela havia se apropriado de suas roupas. Por isso, foi autuada em flagrante por estelionato, furto e falsidade ideológica - ela estava com cheques furtados.

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