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03/04/2009 - 24 Horas News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

"Máfia" vende senhas por até R$ 100 em fila de inscrição para casas populares

Por: Raoni Ricci


A casa própria é um sonho de milhões de brasileiros que muitas vez economizam dinheiro de uma vida inteira de trabalho para adquirir uma residência. Os governos, não se pode negar, tem desenvolvido importantes projetos sociais, oferecendo casas a população de baixa renda, mas existe uma máfia que impede que os trabalhos sejam gerenciados com lisura. Em Mato Grosso, uma quadrilha está agindo livremente durante as inscrições para casas do Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Segundo denúncia encaminhada ao 24 Horas News, pessoas estão vendendo senhas por valores que giram entre R$ 50 e R$ 100 reais.

As inscrições estão sendo realizadas na antiga sede da Prosol e milhares de famílias de classe média baixa permanecem por horas e até dias para garantir sua inscrição, que está sob o gerenciamento da Secretaria Estadual de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs). “Já fui abordado por mais de cinco pessoas me oferecendo a senha. Perguntei por que um rapaz estava me oferecendo e ele me disse que estava vendendo por R$ 85 reais”, contou uma senhora de 65 anos que estava na fila a mais de cinco horas, sob um sol de 37º C, e desistiu de concorrer com o que ela classificou de “absurdo”.

Percorrendo a fila e conversando com as pessoas é possível constatar que a denúncia é verídica. Com poucos minutos no local, a reportagem flagrou uma mulher com cerca de 40 anos oferecendo senhas por R$ 100. De perto, três homens vigiavam a atuação da comparsa garantindo sua segurança. Ao perceber os contatos com diversas pessoas da fila, um dos homens abordou o repórter questionando o porquê de tantas perguntas. Desconfiado, ele fez uma ligação do parelho celular e junto com a mulher e mais dois homens saíram do local.

Um funcionário da Setecs que pediu para não ser identificado informou que já havia notado a ação do grupo em outros dias e repassou a informação para a Secretaria, mas até o momento nenhuma medida foi tomada. Entretanto, a secretária adjunta de Cidadania, Vanessa Rosin, informou que já foram iniciados procedimentos rigorosos para impedir a fraude. “Já tínhamos essa informação e também tomamos todas as providências. A Polícia Civil já está investigando, a Polícia Militar está realizando rondas e se alguém for flagrado será preso, tanto quem vendeu como quem comprou. Estamos trabalhando sério para evitar essa situação”, ressaltou.

Vanessa pontuou que as pessoas não precisam se submeter a esse tipo de crime, pois todos serão atendidos. “Dobramos o número de atendentes, eram 8 e agora são 16 pessoas atendendo a população”, frisou.

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