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03/04/2009 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Acusado de esquema de pirâmides diz ter financiado campanha para reeleição de Uribe


Um dos principais acusados no escândalo das pirâmides financeiras na Colômbia afirmou ter doado US$ 2 milhões para a campanha de coleta de assinaturas para o projeto de referendo que pretende aprovar uma segunda reeleição do presidente colombiano, Álvaro Uribe.

De acordo com uma entrevista publicada nesta quinta-feira pela revista Cambio, David Murcia, principal acionista da empresa DMG, disse ter entregue cerca de 5 bilhões de pesos colombianos (US$ 2 milhões) para apoiar a logística da campanha pró-referendo realizada no ano passado.

Na ocasião, mais de 5 milhões de assinaturas foram coletadas para que o projeto de referendo fosse levado à votação no Congresso, onde ainda está em tramitação.

"Foi feito o transporte das assinaturas e isso vale um dinheiro, porque foi em todo o país. Foi preciso utilizar aviões, helicópteros, transporte blindado", afirmou Murcia, preso no ano passado sob acusação de lavagem de dinheiro do narcotráfico."Também forneci alguns recursos para que comprassem camisetas, bonés e papéis que necessitavam", acrescentou.

O empresário, que poderá ser extraditado para os Estados Unidos para ser julgado, não quis revelar os nomes das pessoas responsáveis por arrecadar os recursos, alegando que a segurança de sua família poderia estar em "perigo".

"Calúnia"

O porta-voz do comitê promotor do referendo, Luis Guillermo Giraldo, por sua vez, negou ter recebido essas doações e disse que as acusações são "montagens".

"Aqui há bandidos como Murcia que, para se vingarem do presidente, dão declarações caluniosas. Estou seguro que (as acusações) não terão nenhum efeito para os organismos judiciais competentes de investigar o caso", disse Giraldo a uma rádio local.

As declarações do empresário da DMG coincidem com um processo de investigação sobre a campanha do referendo, que segundo parlamentares da oposição, teria violado o limite máximo de financiamento permitido pelo Conselho Nacional Eleitoral.

Outro elemento da investigação é se as assinaturas foram transportadas em carros blindados de uma das empresas que pertenciam à DMG.O controlador público da Colômbia, Carlos Ariel Sánchez, afirmou ao jornal El Paísque, se forem comprovadas irregularidades na campanha, o referendo não poderá ser realizado.

Reeleição

O projeto para o referendo para um terceiro mandato de Uribe ainda deverá ser submetido a duas votações no Senado. Se passar pelo voto dos parlamentares, será encaminhado à Corte Constitucional e, se aprovado, será levado às urnas.Álvaro Uribe, eleito em 2002 e reeleito em 2006, ainda não anunciou se está disposto a se submeter a um terceiro mandato presidencial.

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