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31/03/2009 - Expresso Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Vírus do Facebook ataca de novo

Por: Nelson Marques

Sensação de conforto e segurança tornam utilizadores das redes sociais mais incautos face a possíveis ataques à segurança dos seus computadores, alertam os especialistas.

Se receber na sua caixa de mensagens do Facebook uma missiva com o título "You"re verry seexy on thhis vidd. i envyy yoou" (algo como "Estás muito sexy neste vídeo. Invejo-te" num inglês muito duvidoso) e um convite para observar um vídeo num link que lhe fornecem, ignore-a. Trata-se de uma nova variante do Koobface, o vírus do Facebook (Koobface é um anagrama do nome da rede social), detectado pela primeira vez no Verão passado e que, desde então, tem afectado outras redes sociais da Internet.

Ao clicar no link, será redireccionado para um site similar ao YouTube onde, caso tente ver o vídeo, será avisado que deve instalar a última versão do Adobe Flash Player. Claro que, se decidir fazê-lo, ficará infectado. A partir de então, sempre que realizar pesquisas nos seus motores de busca habituais será conduzido para sites menos conhecidos, expondo-se a fraudes como o roubo de informação pessoal ou dos dados do seu cartão de crédito. O vírus enviará também mensagens semelhantes à que recebeu para a sua lista de contactos, tentando que outros utilizadores mais incautos sejam infectados.

Até hoje, o Facebook tem-se recusado a dar quaisquer informações sobre o número de utilizadores atingidos pelo vírus, garantindo apenas ser uma percentagem pequena. Caso seja um dos infelizes contemplados, instalar um programa de anti-vírus actualizado e corrê-lo deverá ser suficiente para eliminar a ameaça. Depois, mude a sua senha de acesso.

Cinco falhas de segurança numa semana

Para além da nova versão do vírus, a companhia de segurança informática Trend Micro detectou no início do mês quatro outras falhas de segurança no espaço de uma semana. Ao fazer o download das referidas aplicações, os utilizadores acabam por dar aos hackers acesso ao seu perfil, permitindo-lhes, por exemplo, vigiar as suas actividades na rede e reencaminhar para a lista de amigos mensagens que incentivam ao download de programas que escondem outros vírus.

A colocação de aplicações maliciosas é possível já que o Facebook abriu a sua rede aos programadores, permitindo-lhes criar dezenas de milhar de aplicações com o objectivo de tornar a rede melhor e mais atraente.

Apesar do vírus em si não ser, tecnicamente, algo novo, os peritos em segurança informática temem que as redes sociais se tornem um viveiro propício à propagação deste tipo de ameaças. Se ao longo dos anos as pessoas aprenderam a desenvolver um sentimento de desconfiança em relação a links e anexos suspeitos nos e-mails que recebiam, as redes sociais estão ainda, de certa forma, associadas a um sentimento de conforto e segurança que tornam alguns utilizadores mais incautos.

"O Koobface e outros códigos maliciosos que afectam redes sociais são especialmente perigosos pelo facto de utilizarem métodos de propagação relativamente recentes, o que faz com que existam muitos mais utilizadores dispostos a corrê-los nos computadores sem as necessárias precauções", explicou ao Expresso Rui Lopes, director técnico da Panda Security Portugal (ver entrevista). "Representam a primeira geração de malware para redes sociais, e provavelmente antecipam uma nova geração de ameaças muito mais sofisticadas", alertou.

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