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31/03/2009 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Seguro com assinatura falsa deixava R$ 410 mil a marido de oficial de Justiça morta em Santos


SÃO PAULO - Seis testemunhas prestaram depoimento nesta segunda-feira no Fórum de Santos, no processo que apura a morte da oficial de justiça do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, Cláudia Regina Petri, de 42 anos. O marido dela, o soldado da Polícia Militar Wagner da Cunha, de 35 anos, é o único réu do processo. Ele responde em liberdade e nega o crime.

Wagner e Cláudia tinham uma filha, mas o soldado da PM era o único beneficiário de seguro de vida, com prêmio de R$ 410 mil, feito pela mulher um mês antes do crime. Segundo as investigações, a assinatura que constava na apólice do seguro de vida como sendo da oficial de justiça do TRF não emanou do punho dela, conforme apontou perícia grafotécnica. O mesmo tipo de exame detectou mais quatro fraudes em assinaturas da vítima, que apenas beneficiavam Wagner.

Duas se referem a financiamentos de um automóvel e uma moto de luxo. As demais estão relacionadas a cheques, um deles depositado na conta do policial e o outro utilizado por ele para comprar uma pistola calibre 380.

Para a Polícia Civil e o MP, esses indícios colocam o soldado como o único interessado na morte da mulher, que já havia descoberto pelo menos uma das falcatruas. A gerência do banco do qual Cláudia era cliente a alertou sobre a falsificação de sua assinatura no cheque que foi depositado na conta do marido.

O corpo de Cláudia foi achado no poço do elevador do prédio onde o casal morava, na Rua Mário Carpenter, 5, no Gonzaga, em 28 de agosto de 2006. Cláudia foi jogada do 9º andar.

Os depoimentos foram prestados ao juiz Antonio Álvaro Castello, titular da Vara do Júri. Mais cinco testemunhas deverão ser ouvidas. Após o fim dos depoimentos, o juiz decide se absolve o acusado de forma sumária ou o pronuncia, ou seja, o submete a júri popular por reconhecer indício suficiente de autoria e prova de materialidade do crime.

O magistrado ainda pode impronunciar o réu, se não vislumbrar esse indício de autoria e, por fim, desclassificar o crime de homicídio para outro mais brando. O policial militar foi denunciado por homicídio qualificado pelo motivo torpe e emprego de meio que impossibilitou a defesa da vítima. A ele ainda são atribuídos cinco crimes de uso de documento falso. As penas somadas variam de 19 a 57 anos de reclusão.

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