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27/03/2009 - Diário do Pará Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Dirigente da ONU é acusado de roubar doações


A ONU (Organização das Nações Unidas) prometeu devolver dinheiro à Cisjordânia, aos Estados Unidos e outros países que fizeram doações para o fundo de reconstrução do Afeganistão se ficar comprovado que o dinheiro foi mal empregado. A organização informou nesta sexta-feira que investigará as acusações sobre o roubo de, ao menos, US$ 480 mil (cerca de R$ 1 milhão) de fundos do Afeganistão por parte de um ex-funcionário

O jornal "The Washington Post" noticiou nesta sexta-feira que Gary Helseth, um americano que dirigiu o escritório da ONU para Serviços de Apoio aos Projetos (Unops) no Afeganistão, de 2002 a 2006, teria desviado, a seu favor, milhares de dólares de fundos provenientes da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (Usaid).

O escritório da ONU anunciou que iria reembolsar todo o dinheiro aos doadrores como resultado de possíveis erros ou abusos e prometeu fazer o possível para que não houvesse prejuízos. Segundo o "Post", Helseth tratava a agência "como sua conta bancária pessoal".

O ex-funcionário teria usado centenas de milhares de dólares da Usaid para manter um padrão de vida esbanjador. O dinheiro foi supostamente gasto em aluguel e reformas de casa, carro luxuoso, refeições caras e passagens aéreas em primeira classe. Ele também teria roubado US$ 65 mil (cerca de R$ 149 mil) diretamente dos cofres da ONU, de acordo com a investigação

Em uma entrevista coletiva, a porta-voz da ONU, Michèle Montas, disse não poder revelar detalhes do assunto, mas confirmou que o escritório de serviços de controle interno do organismo examina as acusações de malversação, que teria sido cometida entre 2002 e 2006.

Helseth era responsável por mais de US$ 850 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhão) em projetos e centenas de funcionários no Afeganistão para reconstruir estradas, escolas e clínicas médica. O orçamento que administrava também incluía mais de US$ 160 milhões (cerca de 366 milhões) arrecadados por meio de doações de, ao menos, 25 países para ajudar nas eleições do país.

Segundo o advogado de Helseth, Paul Charlton, o acusado reconhece que alguns gastos foram inapropriados, mas justificou que outros foram realizados devido às dificuldades de fazer negócios no Afeganistão. Ele negou que tenha roubado dinheiro ou cometido fraude ou desvio. A investigação começou no fim de 2006. Helseth pode enfrentar processo criminal dos EUA e de autoridades afegãs.

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