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27/03/2009 - Portal MS Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Sanesul descobre 'gato' em rede de água no centro da cidade


Equipes da Sanesul descobriram na tarde de ontem um desvio de canos para furto de água da rede de abastecimento, numa residência da Rua Joaquim Pereira Teixeira, no Centro de Ponta Porã, de propriedade do advogado e empresário Luiz do Amaral. O 'gato', como é chamado o mecanismo para furto de água da rede de abastecimento, entrava na casa e seguia pelos fundos até o Hotel Internacional, na Rua Marechal Floriano, também de propriedade de Amaral.

Segundo a empresa, há pelo menos cinco anos o crime vinha sendo cometido. "Ainda não temos como calcular o prejuízo", disse ontem o gerente regional da Sanesul em Ponta Porã, João Carlos da Silva Jorge, logo após a descoberta da fraude. Ele disse que os funcionários nunca conseguiam entrar na casa para fazer a leitura. "O consumo sempre era zero, ou seja, só pagava taxa mínima", relata.

Peritos da Polícia Civil estiveram no local fazendo os levantamentos para constar da queixa de furto registrada pela Sanesul. A descoberta do furto ocorreu por acaso, num trabalho de rotina dos funcionários, que estão fazendo fiscalização em toda cidade. O 'caça-gato' já passou por vários bairros e hoje está sendo realizada no centro de Ponta Porã, com substituição de hidrômetros e até de cavaletes.

"Nossos funcionários detectaram por aparelho a fuga de água na quadra onde está a residência e tiveram que fazer a checagem individualmente. Como a casa está em reforma, foi possível a entrada do fiscal, que acabou localizando o 'gato' e o 'desvio' para o hotel, sem passar pelo hidrômetro", disse João Carlos. Sanesul intensificou a fiscalização em imóveis para detectar esse tipo de irregularidade em Ponta Porã.

Pelo que foi descoberto, tanto a residência quanto o hotel usavam água sem pagar. Segundo informações, há alguns anos o empresário teria pedido o desligamento da rede que abastecia o hotel, justificando que teria construído um poço artesiano e não precisaria mais da água da rede pública. Mas depois, durante falta de água no centro da cidade, teria pedido à Sanesul o abastecimento com caminhão-pipa, pois estaria com problemas no poço artesiano do hotel.

O serviço de fiscalização da Sanesul se deve aos investimentos feitos em tecnologia e no aperfeiçoamento das metodologias de investigação. Aparelhos conseguem detectar qualquer alteração de vazão e pressão, além de identificar a localidade onde ocorre o problema. Além disso, os técnicos da Sanesul estudam os métodos e as engenhocas utilizados para o desvio de água, a fim de aprimorar o combate à fraude.

Foi assim que ontem o endereço exato do fraudador pode ser identificado. O infrator será multado, teve a água cortada e seu nome foi registrado em boletim de ocorrência policial. O uso de água sem pagamento é um ato criminoso passível de inquérito policial e pena judicial, que pode variar de um a quatro anos de prisão. O infrator descoberto também sofre multa pesada, que pode ser calculada sobre o consumo médio da região onde está o imóvel.

A Sanesul aplica todas as medidas previstas contra os fraudadores, desde o desabastecimento até o registro do BO na polícia, pois a prática prejudica o cliente regular, que acaba pagando o custo da água furtada e o meio ambiente, já que quem frauda não faz um uso racional dos recursos naturais. Por todo impacto que a fraude causa, a população pode facilitar o trabalho da fiscalização denunciando as pessoas que fazem "gatos" na rede, ligando no telefone 115 ou 3431-1515.

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