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26/03/2009 - Último Segundo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Será que a falsificação de lucros criou a crise?

Por: Nahum Sirotsky


Recebi por email um texto do consultor de empresas paulista, Sergio Nardy, que me acordou para um dos fatores de crise cuja discussão não está prevista para o G20. Trata-se de uma tradição do sistema empresarial que, sem dúvida, se a crise fosse investigada seria constatada como uma das maiores responsáveis por tudo.

Os chefes executivos das empresas são disputados pelo o que podem produzir em lucros que precisam ser de curto prazo. O prestígio da empresa é determinado pelo valor de suas ações na Bolsa que é a melhor e a mais barata fonte de recursos. A procura de ações depende da expectativa do lucro que é comunicado. É na compra feita com acerto que o investidor realiza seu ganho.

Os chefes executivos precisam se empenhar na realização do lucro que faz a felicidade do investidor caso contrário perdem o emprego. O seu grande estímulo é o bônus que recebe por realizar o lucro que está inserido no sistema, como escreve Nardy. É óbvio que lucro é objetivo da empresa. Mas tem de ser de curto prazo para a satisfação de quem investe. Os bônus, mesmo os mais gigantescos, não têm um valor que derrube empresas. É no que determinam no comportamento das administrações empresariais que está a ameaça.

Os países mais industrializados do ocidente produzem o que o consumidor era convencido a desejar pela publicidade e o marketing ou verdadeira utilidade. Mas os produtos pouco mudavam na essência, e mais na aparência. O automóvel consumia uma barbaridade em combustível na fase do petróleo dos preços doidos. Mas os países em industrialização emergente começaram a competir com os industrializados em dispêndio de combustível, desenho, engenharia, tecnologia, custos, preços e marketing.

As gerências dos países industrializados, com a obrigação e a necessidade de sustentarem lucros por todos os meios possíveis, deixaram suas empresas nacionais poupar em pesquisas, desenho, inovações reais, em materiais e componentes. Enquanto realizavam lucros que faziam a felicidade dos que investiam em outras bolsas e na sua própria, as empresas perdiam a batalha do mercado para as novas fontes produtoras. Suas verdadeiras situações, revelou-se, foram disfarçadas por criativos sistemas de contabilidade. É como se entende o que apareceu com a crise na economia real. Não faltaram truques no sistema financeiro.

O subprime, os derivativos e os hedges foram alguns dos meios criados para sustentarem as aparências. Parte do jogo que produziu fantásticos lucros virtuais, escondendo verdades. Os poucos que sabiam embolsaram bilhões inestimáveis. Trilhões viraram papéis sem valor atual, os papeis tóxicos. A crise atingiu a todos os atores. Governos estão aplicando trilhões de dinheiro do público para salvar empresas e a economia.

Então a questão para o G20, entre outras que não podem ser ignoradas, é a de como criar novos meios de defesa do cidadão comum, a grande vítima. Será mudar o sistema de bonificação dos gerentes? Ou de vigilância da qualidade do produto? Reformular o funcionamento das bolsas para se ter mais informações verdadeiras da empresa? Inspeção mais rigorosa dos componentes do sistema financeiro para maior transparência de sua contabilidade? Não falta gente que saiba.

Mas não apareceram diagnósticos de tais óbvias fraquezas dos sistemas. Talvez falte coragem de quem deve abrir a boca. Não é possível mudar a natureza humana. Sempre haverá ganância, sempre existirão vigaristas e otários. Mas pode-se minimizar as possibilidades de provocarem crises como a atual.

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