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26/03/2009 - Jornal de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Museu da Marinha comprou falsas condecorações a burlão

Por: Nuno Miguel Ropio

Concebeu condecorações falsas que depois conseguiu vender àquela entidade cultural.

Um ex-director da Casa da Moeda e conceituado investigador na área da numismática, já a ser julgado pelo furto de 500 mil euros em selos daquela instituição, está agora acusado da venda de condecorações contrafeitas ao Museu da Marinha.

Com um percurso invejável no sector da medalhística e vencedor de galardões internacionais, António M. T. está acusado de contrafazer condecorações e ainda de as vender ao Museu da Marinha, em Lisboa. Valendo-se de uma breve incursão na Marinha e de ser membro da extinta Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos, o ex-director da Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM) terá causado um avultado desfalque aos cofres daquele organismo cultural da Marinha de Guerra Portuguesa.

Com o alegado apoio de Carlos F., artífice especializado no restauro de peças do património português, que prestava serviços ao ex-Instituto Português de Museus, António M. T. concebeu várias falsificações de nobilitações - com preferência por condecorações existentes em arquivos de Coimbra e Évora - que, em 1999, viriam a ser expostas na Galeria D. Luís do Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, na mostra "D. João VI e o seu tempo".

A dupla até reproduziu um conjunto de 1699, existente em Coimbra . Para sustentar a importância dos materiais, o catálogo da exposição [ver imagem ao lado] foi da autoria daquele ex-director da INCM [entre 1985 e 1998].

De 62 anos, o investigador vendeu depois o conjunto medalhístico por vários milhares de euros ao Museu da Marinha, que mandaria fazer expositores onde foram colocadas as falsificações. De novo, usando o bom nome de que gozava na praça, António M.T. escreveu o texto ilustrativo que acompanhava as "preciosidades".

A Polícia Judiciária viria a desmantelar o negócio, aguardando este processo pelo desfecho de um outro, cujo o julgamento prossegue, hoje, no Tribunal da Boa Hora, em Lisboa, e no qual o autor de "A Grande História do Escudo Português" responde pelo desfalque de 500 mil euros em selos da Casa da Moeda, durante os últimos meses de 2005, que o próprio confessou.

Por este furto, o consultor foi detido, em Fevereiro de 2006, após o visionamento das imagens de videovigilância do cofre forte da Casa da Moeda, ao qual acedia livremente, apesar de ter sido demitido daquela instituição [ver caixa ao lado]. Nelas, via-se o arguido a substituir envelopes cheios por outros vazios. Após a sua detenção, a PJ conseguiria apreender cerca de 380 mil dos 500 mil euros em selos.

No arranque deste julgamento, António M.T. entregou, na Boa Hora, um conjunto de selos que pode corresponder ao valor em falta. Mas o colectivo de juízes prevê que a peritagem ao material, feita por dois técnicos da Federação Portuguesa de Filatelia, só esteja concluída na sessão de 16 de Abril.

Apesar de estar impedido de sair do país e obrigado a apresentações semanais na PSP, o autor não se escusou a estar presente numa das últimas edições da World Money Fair, a maior feira de moeda a nível mundial.

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