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25/03/2009 - Jornal Stylo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Ministério Público Federal denuncia fraudadores que desviam dinheiro com informações capturadas pela internet


O Ministério Público Federal no Tocantins denunciou o instalador de som Marcos José Batista e o desempregado Ronaldo Carneiro Bandeira por terem subtraído para si, mediante transferência eletrônica fraudulenta, dinheiro desviado de correntistas da Caixa Econômica Federal. Ronaldo sacou de sua conta o valor de R$ 149,00 em maio de 2006 e Marcos R$ 890,00, em outubro de 2007, em dinheiro procedente de operações com a senha dos correntistas capturadas por meio da rede mundial de computadores.

As vítimas das fraudes são induzidas a erro mediante envio de mensagens eletrônicas que alertam sobre possíveis invasões de contas, registro como inadimplentes no Serasa ou em grandes empresas, aviso de irregularidade com o CPF ou declaração de rendimentos à Receita Federal, além da criação de clones das páginas de instituições bancárias ou utilização do Orkut ou MSN. Estes artifícios fazem com que as vítimas instalem em seus computadores programas de monitoramento de teclados (spywares) para que haja a captura de senhas e dados bancários e fiscais. Estas informações são enviadas aos endereços eletrônicos dos criminosos que efetuam transações bancárias em desfavor das vítimas.

É possível rotular a função exercida por cada um dos criminosos, destacando-se as figuras do programador (responsável por criar as páginas clone, as mensagens eletrônicas e os programas spywares e os vender aos usuários), do usuário (responsável por explorar diretamente o programa Trojan – Cavalo de Tróia, emitindo milhares de mensagens pela internet e coletando mensagens recebidas com os dados das agências, contas e senhas que serão fraudadas. Ele é responsável ainda por efetuar as transferências e pagamentos de boletos pela internet. Há também a figura do arregimentador de laranjas ou cartãozeiro, responsável pela aquisição de cartões bancários e arrecadação de boletos, além da efetivação de saques das contas dos laranjas. Por fim, há o laranja, modalidade quem se enquadram os dois denunciados. Eles são responsáveis por alugar sua conta bancária para receber os créditos fraudulentos.

Embora não se possa afirmar que Ronaldo e Marcos tenham sido os responsáveis pela obtenção fraudulenta das senhas e transferências das quantias subtraídas, eles disponibilizaram suas contas bancárias, possibilitando que os crimes se consumassem com a transferência e posterior saque. O Ministério Público Federal requer, entre outras medidas, a quebra do sigilo bancário dos acusados, para que seja determinado às instituições financeiras nas quais eles movimentaram recursos que forneçam o extrato de movimentação financeira relativa aos anos em que foram realizados os dois comprovados saques fraudulentos. Na Procuradoria da República no Tocantins, há cerca de 300 procedimentos administrativos referentes a crimes cometidos pela internet em investigação.

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