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25/03/2009 - Jornal A Tribuna Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresário é suspeito de dar golpe

Por: Marcio Costa


Um empresário de Criciúma é suspeito de ter aplicado um golpe de quase R$ 20 milhões em pelo menos dez empresas de factoring da cidade. A informação é do presidente do Sindicato das Sociedades de Fomento Mercantil (Sinfac), Sérgio Dagostim. A fraude era cometida com o uso de duplicatas sem origem – muitas delas seriam falsificadas – que eram vendidas aos empresários. Além de factorings, os títulos de créditos chegaram a ser negociados em agências bancárias da região. O empresário está foragido.

Segundo o advogado da Sinfac, Carlos Alberto de Souza Júnior, o empresário mantinha três empresas em Criciúma e Cocal do Sul e vendia seus produtos a empresas da Grande Florianópolis. "Ele sempre negociou com as factorings de maneira séria, honrando todos os contratos. No entanto, nos últimos meses, descobrimos fortes indícios de fraude", diz Souza Júnior. Anteontem, os empresários lesados se reuniram na sede do Sinfac, para traçar estratégias de como o caso será esclarecido.

O advogado do Sinfac explica que serão tomadas todas as medidas administrativas, civis e criminais, com o objetivo de tentar desvendar o que teria acontecido com o empresário. "Vamos entrar com uma representação criminal na Polícia Civil, Ministério Público, Polícia Federal e comunicar a Interpol (Polícia Internacional)", afirma Souza Júnior. Segundo ele, existe a suspeita de que outras pessoas estejam envolvidas no caso. "Acreditamos que os fortes indícios de manobras ilícitas encontradas no caso tenham a participação de outros suspeitos", diz.

Fugiu sem avisar a família

De acordo com informações obtidas na reunião de segunda-feira, o empresário teria sido visto pela última vez entrando em um táxi. Ele teria escapado da cidade sem avisar a família, abandonando tudo, carros, bens e imóveis. "A família dele não sabe de nada. Ninguém sabe sobre o seu paradeiro. Se ele está no Brasil ou fugiu para o exterior", disse uma pessoa que participou da reunião. Antes de desaparecer, porém, o empresário deixou uma carta para a família, se despedindo e dizendo que ficaria um longo tempo fora da cidade.

A duplicata é um título de crédito emitido pelo vendedor de mercadoria ou serviço, correspondente a uma fatura de venda a prazo (da qual é cópia). Aceito pelo comprador, é em geral descontado num banco, que efetua sua cobrança. A suposta fraude praticada pelo empresário, porém, é classificada como crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal Brasileiro. A pena para o crime é de um a cinco anos de reclusão.

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