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24/03/2009 - pe360graus Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpes na internet são cada vez mais comuns, saiba como evitá-los

Internautas devem conferir dados das pessoas e empresas com quem negociam, não revelar informações pessoais e atualizar senhas com frequência.

Os números de golpes pela internet, a rede mundial de computadores, só fazem aumentar. Uma das vítimas, que prefere não se identificar, garante que tomou todas as precauções possíveis antes de vender um videogame.

“Pedi o nome dele, idade, CPF, fui pesquisar na internet e vi que ele tinha feito vestibular, que tinha passado e estava terminando faculdade de ciências da computação”, conta. “Pensei que ele era uma pessoa de boa índole e não ia fazer nada errado”.

Mas tudo isso ainda é pouco quando o negócio é feito pela internet, um ambiente onde as fraudes são difíceis de ser percebidas. “Ele me pediu o número da conta para fazer um DOC via internet”, diz a vítima.

“Demorou um pouco, mas ele mostrou uma tela para a gente comprovando o depósito. Vendo aquele documento, achei verdadeiro, fui até o Correio e mandei a encomenda por Sedex para o Mato Grosso”.

Foi quando ele descobriu o golpe. O pagamento não foi depositado na conta da vítima que resolveu procurar o banco. O banco informou que não tem agência na cidade de Diamantino, a 208 quilômetros Cuiabá, capital do Mato Grosso, e que a conta usada pelo estelionatário pertence a outro cliente.

Enganado e sem dinheiro, o dono do videogame resolveu procurar a Delegacia de Repressão ao Estelionato. O delegado entrou em contato com a polícia de Mato Grosso, que prendeu o estelionatário em flagrante quando ele tentava receber o videogame numa agência dos Correios da cidade.

“Liguei para delegado de lá e ele disse que já tinha ido pessoalmente aos Correios, localizado o produto”, conta a vítima. “Os funcionários disseram que a mesma pessoa sempre ia lá pegar produtos e que eles recebiam vários telefonemas tentando interceptá-los, mas nunca conseguiam”.

DICAS

Para o delegado de Crimes Contra Propriedade Imaterial, Paulo Rameh, o erro do internauta foi não ter conferido o depósito em um primeiro momento. “Ele confiou em um documento falso de uma mensagem”, comenta. “As pessoas devem lembrar que tudo na internet é virtual, não existe fisicamente”.

Segundo ele, os golpes mais comuns são os que usam “máscaras”, ou seja, documentos semelhantes aos usados por lojas e bancos e que parecem reais. “O golpista capta informações como a senha e os dados pessoais da vítima e coloca nessa ‘máscara’”, explica Paulo Rameh.

O delegado dá as dicas para prevenir situações como essa. “A pessoa deve sempre verificar mensagens no e-mail de endereços que ela não conhece e atualizar a senha de seis em seis meses”, afirma.

“Além disso, é preciso prestar atenção a detalhes na tela, como linhas mais grossas que o usual, cor levemente diferente do que você observa sempre. São pontos importantes que no dia a dia podem passar despercebidos”.

O especialista recomenda, ainda, que as pessoas optem por transações comerciais com empresas, e não com pessoas físicas. “Principalmente aqueles sites que já têm certo tempo no mercado, que são mais confiáveis e respeitáveis”, diz. “O internauta também deve evitar colocar informações pessoais em sites de relacionamento para não ter seus dados violados”.

Quem se sentir lesado ou for vítima de algum crime na internet deve procurar a delegacia do Estelionato ou a de Crimes Contra a Propriedade Imaterial. “Quanto antes a vítima prestar queixa, é mas fácil para polícia tomar providências para localizar o IP e saber de onde partiu a ligação”, concluiu o delegado.

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