Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

13/03/2009 - JM News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Pires diz que desviava porque era 'muito fácil'

Por: Eduardo Farias

Depoimento de Rodrigo de Paula Pires complicou a situação dos ex-diretores e ex-presidentes da Câmara. Conforme ele, "não havia controle nenhum".

O depoimento do ex-assessor de contabilidade e empenho do Departamento de Finanças da Câmara, Rodrigo de Paula Pires, aos membros da CPI que investiga o desvio de R$ 2,3 milhões do Legislativo, complicou ainda mais a situação do ex-diretor financeiro, Gilberto Ferreira, do ex-diretor administrativo, José Luiz Soares, o Zezo, e dos ex-presidentes da Casa, Valfredo Laco Dzázio (PRP), Delmar Pimentel (PDT) e Eliel Polini (PSB).

Assim como fez quando esteve no Ministério Público Estadual e em interrogatório à própria Polícia Civil, Rodrigo confessou ontem, diante das câmeras de toda a imprensa local, ser o autor da fraude, que teve início em junho de 2004 e se estendeu até janeiro deste ano, e afirmou ter operado o esquema sem a participação de outras pessoas. No entanto, apesar de ter garantido que agiu sozinho, recai sobre os ex-diretores e ex-presidentes a omissão, pelo fato de não fiscalizarem as ações de Rodrigo, que era subordinado a Gilberto, a Zezo, e aos ex-presidentes.

Conforme o acusado, que depôs ao lado de seus advogados, o que o motivou a roubar o dinheiro foi exatamente a facilidade encontrada dentro da Câmara. "Não havia fiscalização. Tanto que ele [Gilberto] não viu toda essa diferença no caixa", declarou, em resposta à pergunta do presidente da CPI, Alysson Zampieri (PPS), que indagou se Gilberto mentiu quando disse ao MP e à Polícia que fazia a verificação da conta da Câmara. Na seqüência, disse que "não havia controle nenhum", por isso começou a desviar valores 'pequenos', e com o tempo, como viu que nada aconteceu, passou a desviar valores mais altos.

O ex-assessor de contabilidade, que entrou como estagiário em 2001 no departamento de Finanças, foi mais além. Disse que depois da saída de Gerveson Tramontin Silveira (PT) da presidência da Casa, na gestão 2001/2002, o procedimento de fiscalização das contas passou por mudanças. Modificações estas que, segundo ele, geraram a facilidade para efetuar o roubo. Ele contou que até 2002 o então diretor financeiro, José Carlos Santos, juntamente com outro funcionário, de nome Nilton Bayer, faziam a conferência diária da movimentação financeira. Método de trabalho que não prosseguiu em 2003, quando Delmar assumiu a presidência e os funcionários foram substituídos.

Segundo Rodrigo, desde 2003 nenhum presidente fez qualquer tipo de fiscalização sobre seu trabalho, e por isso foi possível desviar os mais de R$ 2,3 milhões entre junho de 2004 e janeiro deste ano sem maiores problemas.

Acesso à senha

Extratos da conta não eram conferidos

Rodrigo Pires disse que só era possível desviar dinheiro da Câmara porque Gilberto Ferreira lhe forneceu a senha se acesso ao programa que enviava a ordem para o pagamento da folha de pessoal. Conforme ele, funcionava na seguinte forma: um arquivo com o nome e os valores para o depósito era gerado no Recursos Humanos da Casa e depois remetido para o Financeiro. Era quando Rodrigo, de posse da senha, incluía os valores a serem depositados em sua conta. Ele revelou à CPI que foi Gilberto quem delegou a ele a função de emitir a ordem de pagamento à Caixa, e que a responsabilidade era do ex-diretor. Disse ainda que uma simples conferência nos extratos emitidos pela Caixa seria possível perceber a diferença desviada.

Questionado se fez empréstimos, Rodrigo contou que emprestou dinheiro a Gilberto em uma ocasião, mas que foi consignado na folha de pagamento e o ex-diretor pagou toda a dívida. Disse também que efetuou depósito na conta do ex-assessor administrativo do Departamento de Finanças, Fábio Chagas, mas que foi apenas até Chagas receber o vale para ressarcir o valor.

GESTORES

Ex-presidentes se complicam

Em 2004, o presidente da Câmara era Delmar Pimentel. Em 2005, no início da nova legislatura, Delmar se reelegeu, mas diante de um acordo se licenciou do cargo para que Polini assumisse. Em julho do mesmo ano Delmar voltou à presidência, ficando até o final de 2006. No ano seguinte, o eleito foi Valfredo Laco Dzázio (PRP), que ficou até o final de 2008, ano em que se verificou a maior parte do desvio, chegando a mais de R$ 1,5 milhão.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 587 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal