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12/03/2009 - Diário Catarinense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Estelionatário usa Comcap para aplicar "golpe da lixeira" em Florianópolis

Homem estaria se apresentando como funcionário da companhia e pedindo doações.

A Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap) anunciou nesta quinta-feira que vai acionar a polícia para investigar a acão de um estelionatário que estaria se identificando como funcionário da autarquia para pedir doações.

O suspeito tenta receber doacões fazendo-se de vítima de acidente de trabalho que passa por dificuldades financeiras.

No começo da semana, o homem aplicou o "golpe da lixeira", como ficou conhecida a ação, em comerciantes e moradores da Praia da Armação do Pântano do Sul, em Florianópolis.

Uma das vítimas, que não quis ter o nome divulgado, disse que doou R$ 50 ao suspeito, pensando se tratar de um caso real. Desconfiada, ela buscou informações sobre os supostos funcionarios feridos com a Comcap, que nao sabia do caso.

Pelo menos outras cinco pessoas teriam sido vítimas do suspeito no bairro, desde o início da semana. Uma empresária da região, segundo a entrevistada, teria doado R$ 200, depois de comover-se com a situação "criada" pelo homem.

O golpe

O golpista se apresenta às vítimas como funcionário afastado da Comcap, vítima de um acidente de trabalho. Com uma das penas enfaixada e simulando problemas de locomoção, ele conta que sofreu um acidente na Avenida Beira-Mar Norte, quando trabalhava num caminhão da limpeza pública, em companhia de um colega, que tambem ficou ferido.

Ele porta documentos de identificação de Ednei Paes Faria, o suposto colega ferido no acidente, e, um crachá — que a vítima entrevistada nao soube precisar a origem.

Depois de explicar o motivo da abordagem, o estelionatário apresenta o orçamento de uma cadeira de rodas adquirido junto a uma empresa de produtos hospitalares. Ele pede que a vítima faça uma doação em dinheiro, para ajudá-lo a comprar o objeto para o amigo com dificuldades de locomoção.

Para persuadir a vítima, o suspeito diz que recebeu lixeiras plásticas (contentores de lixo) como doação de uma empresa de São José, e que, poderia vendê-las a um preço abaixo de mercado caso a vítima tivesse interesse em colaborar para a compra da cadeira de rodas.

Ele apresenta, ainda, um folder da suposta empresa que teria doado as lixeiras e simula fazer anotacões da "encomenda" dos contentores para a vítima. Ele anuncia que, num prazo de até dois dias, as lixeiras serão entregues pela própria Comcap.

O que diz a Comcap

O gerente da coleta de resíduos, Paulo Pinho, disse desconhecer a atuação de pessoas que usam o nome da Comcap para pedir doações e ressaltou que não há registro de acidentes envolvendo funcionários na Avenida Beira-Mar Norte.

Ele adianta que a companhia mantém uma equipe de assistentes sociais que acompanham a recuperação de servidores envolvidos em acidentes de trabalho.

Pinho afirmou que Ednei Paes Faria não é funcionário da companhia.

— A última vez que recebemos informacões sobre o uso indevido da Comcap faz alguns meses, quando um estelionatario estaria agindo na região da Trindade — ressalta Pinho.

Na época, polícia foi acionada mas o suspeito não foi localizado. O gerente pede para que vítimas do estelionatário avisem a polícia pelo telefone 190 ou entrem em contato com a Comcap, pelo (48) 3271-6800.

Os envolvidos

A gerente da Santa Apolônia Hospitalar, Selma de Moura, diz que recebe ligações de vítimas do golpe da lixeira há pelo menos um mês. São pessoas que fizeram a doação ao estelionatário em troca de lixeiras, que nunca foram entregues. As ligações, segundo a comerciante, seriam originadas do Sul da Capital.

— Com a demora na entrega do produto prometido, as pessoas lembram de ter visto o orçamento e ligam para cá. Já comecei a explicar que elas foram vítimas de um golpe — explica.

Moura lembra da visita do estelionatário, que esteve na loja no mês de janeiro. Ele pediu o orçamento de uma das cadeiras de rodas mais caras e insistiu para que a gerente imprimisse uma foto do equipamento junto ao orçamento.

Ele contou à atendente que ele e amigos, que seriam funcionários da Comcap, iriam arrecadar doações para comprar a cadeira de rodas para um colega que acidentou-se enquanto trabalhava.

Daniel da Fonseca, da TecnoUrb, empresa que vende lixeiras plásticas na região, disse que também foi visitado pelo suspeito, há cerca de um ano.

Ele lembra que o estelionatário contou a mesma história, porém deixou de insistir no pedido de doação quando Fonseca quis saber mais detalhes sobre a empresa concorrente que teria doado as lixeiras para que o suspeito pudesse arrecadar dinheiro para a compra da cadeira de rodas.

— Quando insisti em saber o nome da empresa que teria doado, ele desconversou, não soube dizer. Depois daquilo nunca mais apareceu — disse.

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