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29/10/2006 - O Dia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Malandragem desvendada

Por: Luciene Braga


Rio - O site Monitor de Fraudes (www.fraudes.org) desmascara a indústria da malandragem no Brasil. Criado pelo especialista Lorenzo Parodi, serve como alerta e fornece dicas contra fraudes, golpes, lavagem de dinheiro, corrupção, entre outros perigos que assombram pessoas físicas e jurídicas.

No arsenal de operações que lesam milhares de pessoas e empresas, há golpes elaborados que chegam a ser engraçados, como o dos “dólares pretos”. “Alguém faz o contato afirmando ter grande quantia de dinheiro, supostamente obtido por mafiosos, traficantes, fundos desviados por governos ou até a CIA — que os teriam pintado de preto para transportar o dinheiro com “segurança” em operações sigilosas”, conta Parodi.

Em seguida, ele explica que é necessário um produto químico raro para retirar a tinta, mas não pode comprá-lo porque não é idôneo. O golpista informa o contato e diz que, se comprar o produto, a pessoa receberá 50% do dinheiro. Há relatos até de testes para mostrar que notas são verdadeiras.

Obviamente, o suposto vendedor é amigo dele. Depois de pagar o produto, a pessoa nunca mais ouvirá falar do negócio ou desses espertalhões... e nem do dinheiro que gastou. Já há casos com reais. O exemplo faz parte de uma série de situações em que o lesado nem pode dar queixa: está, em geral, tão comprometido quanto seus algozes, ao se envolver em situações ilegais.

Essa é uma das histórias do site, que traz também a Teoria das Fraudes, com estudo psicológico das técnicas dos estelionatários e golpistas, assim como os mecanismos que levam incautos a cair nas propostas de vantagem quase sempre extraordinária, para esforço inversamente proporcional.

Sob pressão, a pessoa cede

A pensionista do INSS Valéria Correia Pereira, 62 anos, foi vítima de um golpe que reúne a variação de três, muito comuns no “mercado”. Ela recebeu em casa a visita de um homem, que vinha em uma Kombi com a marca do Baú da Felicidade, uniformizado. Ele informou que, por pagar as contas de telefone em dia, ela teria sido sorteada pelo SBT, para ganhar uma TV de plasma de 42 polegadas, dois celulares da Oi, uma cozinha completa da Nestlé e outras vantagens. “Em troca, teria que comprar cartões telefônicos de celular. Gastei R$ 275 em 16 cartões. Eles diziam que o computador não registrou. O prêmio não chegava. Eles ligavam e pediam mais. Davam telefone e endereço. Não desconfiei”, conta.

Segundo Lorenzo Parodi, não há estatísticas sobre os golpes, mas os mais praticados no País estão ligados a ofertas de crédito e empregos. “A atividade está relacionada às carências da população. O golpe da empresa de recursos humanos é desumano. A fraude aborda o desempregado, que vai à empresa por um anúncio de jornal, oferecendo um empregão: salário de R$ 5 mil e muitos benefícios. Exige, em troca, que ele pague o valor de um teste psicológico que pode ser de até R$ 2.500. Baixam o valor e parcelam. O desempregado, sob pressão, temendo perder a oportunidade, cai no golpe”, explica.

Novos golpes e outros nem tanto

Um capítulo especial destaca os mais novos golpes (contra aposentados, caminhoneiros, BBB7, golpe que usa o SBT, falsa multa de trânsito, alerta da Receita sobre e-mail fraudulento em nome da fiscalização, falsos anúncios de financiamentos de bancos e financeiras, golpe do cartão de recarga do celular pré-pago, golpe de emprego para mulheres em banco e outros).

Entre as armadilhas mais populares e tradicionais, o site relaciona: o falso depósito em conta, o bilhete premiado, consórcios “sorteados”, empréstimo com cadastro ou seguro, senha por telefone, golpe da conta atrasada, o cliente desesperado (advogados), seleção para um emprego, falsa “recolocação profissional” e outros contra desempregados, falso seqüestro de parente, falso prêmio promocional do Baú e até falsas agências de encontros internacionais.

Picaretagem através da história

O Monitor de Fraudes volta ao passado para mostrar que a arte de ludibriar é antiga. O início da lavagem de dinheiro, por exemplo, tem seus primeiros registros nada China, 300 anos antes de Cristo, passa pelas atividades de Al Capone, no início do século passado e chega aos dias de hoje.

Outro caso é o dos remédios milagrosos. Desde a antiguidade, aparecem registros de poções supostamente milagrosas para os mais diferentes tipos de doenças. “Uma das primeiras foi a famosa Theriaca, ou Triaca, descrita como remédio para qualquer doença e veneno”, relata o site. Embora a ciência tenha avançado, o comércio de substâncias milagrosas também se desenvolveu.

Os nomes e as aplicações têm suas variações, em geral, sem autorização dos órgãos sanitários competentes ou efeito medicinal comprovado. Alguns “remédios” não chegam a ser nocivos, mas não atendem à finalidade. Internet e TV ajudam na venda dos compostos, com preços geralmente altos.

O site relaciona lista de substâncias que costumam ser vendidas: Hoodia Gordonii, LiverJoice e Anatrim (obesidade); Noni e Aloe Vera (múltiplos efeitos); St. John’s Wort (Aids); cartilagem de tubarão (artrite e psoríase); Goji (câncer, diabete e colesterol); Babosa (câncer); Avela e Virilforce (impotência sexual); VitaDigest (fungicida); Regenisis HGH (rejuvenescedor).

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