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04/03/2009 - Jornal de Negócios Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Há crédulos em todas as classes sociais

"Investi na Afinsa não porque sou ganancioso mas porque as taxas eram um pouco acima da banca, porque havia um contrato, porque a empresa tinha 25 anos, porque li imensos artigos da chamada imprensa especializada a recomendá-los, porque o seu fundador foi considerado empresário do ano em Espanha em 1989 e é consultor de investimentos do rei de Espanha, etc, etc, etc. Deixaram estes tipos obter um capital de credibilidade enorme e eu fui na conversa e perdi imenso dinheiro".

"Investi na Afinsa não porque sou ganancioso mas porque as taxas eram um pouco acima da banca, porque havia um contrato, porque a empresa tinha 25 anos, porque li imensos artigos da chamada imprensa especializada a recomendá-los, porque o seu fundador foi considerado empresário do ano em Espanha em 1989 e é consultor de investimentos do rei de Espanha, etc, etc, etc. Deixaram estes tipos obter um capital de credibilidade enorme e eu fui na conversa e perdi imenso dinheiro".

É assim que um utilizador do fórum português "Think Finance" descreve o seu infortúnio no caso da "fraude dos selos", que colocou a Afinsa e a Fórum Filatélico nas bocas do mundo há três anos.

Muitas das vezes, acusam-se as vítimas deste tipo de fraude como sendo pessoas que procuram lucro fácil. "Quem entra só pode ser estúpido, crente, ambicioso e com bom dinheiro", refere um utilizador do fórum "Caldeirão da Bolsa". Mas a verdade é que as coisas não são assim tão simples. Na maioria das vezes, os investidores nem se apercebem que estão a colocar o seu dinheiro num esquema piramidal. E esta é uma fraude que atinge todos os extractos sociais. Pobres e ricos. Veja-se a Dona Branca. Veja-se Bernard Madoff.

A determinada altura, o "centralizador" do esquema ganha uma reputação que chega a ultrapassar fronteiras e o "passa palavra" torna-se no melhor angariador de novos clientes. Passa quase a ser um "status" estar associado àquele nome. Foi o que aconteceu com o americano Madoff. A sua burla atingiu o mundo inteiro e Portugal não foi excepção.

No passado dia 17 de Dezembro, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) anunciou que, segundo os dados preliminares apurados, a exposição da gestão individual de carteiras a activos da Madoff Investment Securities atingia os 65 milhões de euros. Este valor representava apenas 0,11% do património global da gestão individual de carteiras. Por enquanto, ao que foi apurado, o impacto em Portugal deste esquema de Ponzi aplicado por Madoff ascende a 94 milhões de euros.

De acordo com a National Consumers League (NCL) norte-americana, citada pela "Reuters", os cidadãos falidos e em estado de desespero financeiro são os alvos mais fáceis de quem comete fraudes. Este grupo de defesa dos consumidores recebeu, no ano passado, 15.000 queixas de fraude, 5.742 das quais provenientes de pessoas que perderam dinheiro, referiu aquela fonte na semana passada. "Mais do que nunca, estamos a ouvir explicações como 'estava a tentar ganhar mais uns trocos porque perdi o meu emprego'", contou à Reuters John Breyault, vice-presidente da NCL.

Dicas para não ser burlado

"Quando a esmola é grande, o santo desconfia". "Se parece bom demais para ser verdade, é porque não é verdade". Estas são duas máximas a que os potenciais investidores devem estar atentos para não caírem no conto do vigário.

É importante que apliquem o seu dinheiro apenas em instituições aprovadas (se supervisionadas) pelas autoridades reguladoras. Além disso, não esquecer que a promessa de alta rentabilidade sem risco é quase certamente um sistema fraudulento.

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