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25/10/2006 - Jornal Diário de Marília Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Presos pagavam até R$ 3.000 para receber celular na região


Funcionário de uma fábrica de papelão admitiu ontem em depoimento para a polícia que receberia R$ 3.000 para levar dez celulares com carregadores para dentro do presídio de Álvaro de Carvalho. Os telefones foram apreendidos.
O funcionário disse que estava com dificuldades financeiras e receberia R$ 300 por cada aparelho infiltrado no presídio. Já havia feito outras entregas.

Ele recebia os equipamentos em caixas encaminhadas pela mulher de um dos presos. Não identificou a envolvida. Recebia o pagamento em dinheiro. O funcionário prestou depoimento e foi liberado.

As entregas ocorriam em duas remessas semanais, durante os dois últimos meses.

Ainda assim o empregado não soube dizer à polícia quantos aparelhos foram introduzidos na prisão. Dia 13 entraram sete aparelhos, teria dito.

O empregado, que trabalhava na fábrica de papelão há cinco anos, disse que uma única vez o valor foi acertado em cheque, que agora será rastreado pela polícia.

O funcionário disse que um preso o procurou pelo telefone há algum tempo para fazer o serviço, mas ele recusou. No segundo contato, ocorrido há mais ou menos dois meses, resolveu aceitar.

O preso responsável pelo contato seria um detento que cumpre pena por homicídio na própria penitenciária de Álvaro de Carvalho. A unidade, com capacidade para 792 presos, abriga 1.268 atualmente.

Ainda não está confirmado vínculo da negociação com algumas das facções criminosas de presidiários, mas tradicionalmente o PCC (Primeiro Comando da Capital) é a facção mais influente na região.

Os celulares eram introduzidos no presídio escondidos em meio a tambores. Foram descobertos em uma blitz surpresa.

Não está identificado ainda envolvimento da empresa responsável pelo material na fraude para encobrir os aparelhos.

Além de contatos com familiares e outros bandidos, o uso dos celulares em presídios têm sido apresentado como forma de organizar ataques a órgãos públicos e crimes para financiar as facções de presídios. Casos como roubos e seqüestros seriam organizados pelos celulares.

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