Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

03/03/2009 - Jornal Agora Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Agaciel era investigado por fraude milionária em licitações


Não é a primeira vez que Agaciel é acusado de irregularidades. Em 2006, o Ministério Público pediu o bloqueio de seus bens pessoais por causa de compras superfaturadas de equipamentos. Aquele caso não seguiu adiante, mas a Operação Mão-de-Obra, da Polícia Federal, que investiga fraudes na contratação de funcionários terceirizados, avançou o suficiente para obter um mandado de busca e apreensão de documentos e computadores da sala de Agaciel.
Na época, a PF avisou na véspera ao então presidente do Senado, Renan Calheiros (um dos padrinhos de Maia na Casa) sobre a operação. Quando chegaram ao gabinete do diretor-geral - no dia 26 de julho de 2006 - não encontraram nada. Anos depois, um depoimento dado à época ao Ministério Público Federal - e mantido desde então sob sigilo - veio à tona, no qual o segurança Marinalvo Gomes Araújo relatava que, dois dias antes da operação da PF, um assessor de Agaciel Maia - de nome Valdeck - esteve no gabinete durante a madrugada, tendo inclusive disparado o alarme.
A versão de Marinalvo aponta que a direção do Senado soube bem antes do dia 26 que a PF agiria na Casa, e não apenas na noite anterior, quando Renan Calheiros foi avisado oficialmente pela polícia. O segurança afirmou ainda que foi ameaçado de morte num telefonema após o ocorrido. Do outro lado da linha, uma pessoa disse: “Você sabe que agora é queima de arquivo?”. Por dois anos, o Senado escondeu a história e o próprio Marinalvo, deslocado para serviços de menor visibilidade.
De acordo com Marinalvo Araújo, o diretor-geral Agaciel Maia chegou às 6h30 para trabalhar em 25 de julho de 2006, um dia antes da operação, que tinha como objetivo vasculhar a sala dele. “O depoente percebeu que o diretor Agaciel estava nervoso”, diz o documento. “O depoente pôde afirmar que nunca presenciou o diretor Agaciel Maia tão cedo no Senado Federal”. Outros documentos comprovam ainda que os depoimentos de Marinalvo e mesmo o aviso de ameaça de morte foram informados por ele à cúpula do Senado, mas nenhuma investigação foi aberta desde aquela época.
Dentre diversas suspeitas, estaria o superfaturamento milionário de um equipamento para "contact center", adquirido sem licitação em 2003. Adolfo Rodrigues Filho, no ramo de telecomunicações há duas décadas, fez a denúncia. de que a Casa teria pago dez vezes mais pelo sistema. “Um equipamento de contact center como o que eles compraram custa cerca de R$ 500 mil”. O Senado pagou R$ 5,4 milhões.
Ao fim do processo de compra, os responsáveis pelo negócio elaboraram um relatório segundo o
qual 20 empresas foram contatadas para apresentar orçamentos. Apenas quatro delas teriam enviado resposta: Damovo, Siemens, NEC e Nortel. Segundo o documento, a Damovo apresentou o menor preço.
Ao receber a denúncia, o MPF procurou as empresas que teriam participado da concorrência. A NEC respondeu que não localizou nos seus registros e arquivos a tal “proposta” ao Senado para fornecimento de contact center. Na papelada juntada ao processo de compra, a NEC aparecia como autora de uma proposta de R$ 8,2 milhões. Uma segunda empresa, a Nortel Networks, que consta do processo com uma proposta de R$ 8,6 milhões, também informou ao MP que “não apresenta propostas nem faz vendas diretamente a seus clientes.” Adolfo dispara: “Inventaram essas propostas e colocaram lá para aumentar o valor que seria pago à empresa escolhida.”

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 198 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal