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01/03/2009 - Jornale Curitiba Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

IML afasta dois funcionários suspeitos de receber propina de funerárias

Por: Débora Iankilevich

Inquérito para apurar as irregularidades será aberto nesta segunda-feira.

O Instituto Médico Legal do Paraná afastou dois funcionários que trabalhavam na sede em Curitiba suspeitos de envolvimento com um esquema de corrupção com funerárias. Um inquérito para apurar as irregularidades será aberto pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Econômicos (Nurce), que já investiga outros casos de crimes cometidos por funcionários do IML.

O afastamento dos funcionários ocorreu na tarde desta sexta-feira (27). A Secretaria da Segurança Pública recebeu denúncias anônimas de que funcionários do órgão estariam recebendo propina para indicar funerárias a parentes de mortos. As denúncias foram repassadas ao interventor, coronel Almir Porcides, que determinou o imediato afastamento dos dois suspeitos. Os nomes não serão revelados até que fique comprovada a participação deles no esquema de corrupção.

O coordenador estadual do Nurce, delegado Robson Barreto, informou que na segunda-feira (2) deverá instaurar inquérito para apurar o envolvimento de funcionários do IML com funerárias em um esquema de propina para liberação de corpos sem a necessidade das empresas participarem de um rodízio pré-estabelecido. “As investigações continuam para apurar outros casos e quais os funcionários e entidades envolvidas em irregularidades dentro do IML. O objetivo é descobrir e punir todos os responsáveis”, disse o delegado.

Desde que aconteceu a intervenção, sempre que existe suspeita de qualquer irregularidade no IML, imediatamente o caso é repassado para apuração da Polícia Civil. Ao mesmo tempo, os envolvidos são afastados até o final das investigações.

Em maio de 2008, a “Operação Ressurreição I” levou à prisão de Mércio Eliano Barbosa, sua irmã Daiana Barbosa, do seu amigo Cristian Jean Jose de Andrade e do papiloscopista do IML João Alcione Cavalli. Eles foram acusados de fraude para o recebimento de indenização ou valor de seguro, falsidade ideológica e formação de quadrilha. Este trabalho da polícia desmontou o esquema que beneficiava Mércio - ele receberia um seguro feito nos Estados Unidos no valor de US$ 1,6 milhão.

Em uma segunda operação denominada “Operação Ressurreição II” a polícia descobriu que novamente o funcionário João Cavalli estava envolvido. Foi ele quem forjou a falsa identificação de Odilon Lopes, que se passou por morto. Assim sua filha Ana Paula Lessin Lopes e o agenciador Cláudio Lopes receberiam dinheiro do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causado por Veículos Automotores Terrestres - DPVAT. Todos os envolvidos foram indiciados por estelionato, corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha. Atualmente respondem processo na 2ª Vara Criminal de Curitiba. O servidor responde também processo administrativo.

Uma terceira investigação envolvendo o funcionário João Cavalli resultou em inquérito onde ele é indiciado juntamente com o proprietário da funerária Luto Metropolitana, Paulo Sergio Buchoski, em razão de irregularidades na liberação de um corpo.

O empresário estaria pagando propinas para o servidor. Os dois respondem por falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, além de crime contra a ordem tributaria pela não emissão de nota fiscal pela funerária envolvida. “As investigações acabaram por esclarecer o esquema usado pelo funcionário para conseguir vantagens. Com todos os indícios levantados conseguimos identificar e prender todos os envolvidos” disse o delegado Robson Barreto.

Um quarto caso relacionado com a retirada de órgãos e tecidos de corpos no IML resultou na prisão em flagrante da médica Lubomira Veronika Oliva, de posse de vários órgãos. Ela foi indiciada em inquérito policial pelo crime e também responde a processo administrativo.

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