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01/03/2009 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Até desempregado é alvo de golpista

Por: Adilson Camargo

Jovem que estava à procura de emprego foi enganado ao receber proposta para fazer um curso com taxa de R$ 1.200,00.

Nem os desempregados escapam da ação dos golpistas. Eles se aproveitam do desespero alheio por um emprego para tirar o pouco de dinheiro que ainda resta, se é que resta algum.

Talita Rafaela Maldonado, supervisora do Procon, cita um caso registrado em Bauru recentemente. Ela conta que um jovem desempregado colocou um currículo na Internet na esperança de que alguma empresa se interessasse pelos seus conhecimentos e o contratasse.

De fato, ligaram, mas foi uma empresa de recolocação profissional. De acordo com a proposta feita pela empresa, o jovem iria para São Paulo fazer um curso que daria a ele grandes chances de voltar ao mercado de trabalho. Mas para isso era preciso pagar uma taxa de nada menos do que R$ 1.200,00.

O jovem pagou a taxa e foi a São Paulo fazer o tal curso e passar por uma entrevista. Até aí, tudo parecia normal e ele já se sentia novamente empregado. No entanto, quando ele voltou a Bauru não conseguiu mais contato com o pessoal da empresa. Pesquisando na Internet, descobriu que outras pessoas também haviam tentado contato com a empresa, sem sucesso.

De acordo com o especialista em fraudes Lorenzo Parodi, o golpe contra desempregados é bastante comum. Depois de ter recebido diversas denúncias, ele decidiu conhecer pessoalmente esse tipo de “serviço” aceitando o convite de uma dessas “empresas de recolocação”.

O roteiro seguido por ele foi praticamente o mesmo do jovem de Bauru, o que demonstra um certo padrão. “Normalmente, o papo é algo do tipo: ‘bom dia ... nós recebemos o seu currículo e estamos ligando porque temos uma vaga perfeita para o seu perfil em alguma multinacional ou grande empresa, com salário alto, benefícios, plano de carreira, etc..., interessa?’”, relata Parodi. “Obviamente, não tem vaga nenhuma, nenhum serviço efetivo será prestado e o dinheiro será perdido”, comenta.

Segundo ele, é sempre importante verificar se a suposta empresa de recolocação ou seleção é idônea, consultando, por exemplo, a Associação Brasileira de Recursos Humanos. “Também não julguem pelas aparências. Algumas destas empresas de ‘recolocação’ malandras têm lindas e modernas instalações, nome aparentemente internacional e funcionários aparentemente profissionais e muito bem treinados para aplicar o golpe”, alerta.

Emprestar celular, notebook ou pen drive é um risco

Pode parecer antipático, mas se puder evitar de ficar emprestando computador, notebook, pen drive, máquina digital com cartão de memória ou celular, melhor. Antes pecar pelo excesso de zelo do que pela falta dele. O prejuízo pode ser bem maior. Mas se não tiver jeito, o melhor a fazer é ficar de olho.

O advogado José Antônio Milagre cita como exemplo o caso de uma mulher que tinha uma aula guardada em um pen drive. Por algum motivo, ela não estava conseguindo que o pen drive exibisse a aula. Ela procurou, então, ajuda de uma outra pessoa para “liberar” o conteúdo da apresentação. A pessoa fez mais que isso. Além de fazer o pen drive funcionar, ela tirou uma cópia do trabalho e de tudo mais que havia no dispositivo. No meio desse “tudo mais” havia fotos em situações íntimas e constrangedoras da mulher, que ficaram soltas por aí.

Milagre adverte que mesmo quando apagamos um arquivo de um disquete, do pen drive ou da memória do computador, existem programas que conseguem recuperar esse arquivo. Mesmo quando um disco rígido é formatado, é possível extrair dele as informações e imagens que estavam ali antes. “Quando apagamos um arquivo, na verdade, ele não foi embora. O setor onde estava esse arquivo fica disponível e outro arquivo pode ser gravado ali.”

Emprestar o telefone pode culminar em processo judicial. Se quem tomou emprestado decide enviar um e-mail praticando algum ato ilícito, quem vai responder pelo crime é o dono da linha, a não ser que ele consiga provar que não foi o responsável pelo dano.

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