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01/03/2009 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

No Procon, golpe do bilhete ainda é o líder das queixas registradas

Por: Adilson Camargo


Nenhum outro golpe gera tantas reclamações na unidade do Procon em Bauru do que o golpe do bilhete premiado. A informação é da supervisora e advogada Talita Rafaela Maldonado. De fato, este é um dos golpes mais comuns e antigos do Brasil. Segundo fontes consultadas por Lorenzo Parodi, autor do livro “Manual das Fraudes”, os primeiros casos remontam os anos 1940.

O roteiro clássico desse tipo de golpe é o seguinte, segundo o livro: o golpista, com jeito de pessoa humilde, pede informações sobre o endereço de uma agência da Caixa Econômica Federal dizendo que é para receber um prêmio de loteria ou outro sorteio.

As vítimas normalmente são pessoas idosas, às quais é mostrado o bilhete premiado (forjado ou falso), juntamente com um documento da Caixa Econômica Federal (também falso ou forjado) constando o número do bilhete premiado e o valor do prêmio.

A caminho da Caixa Econômica, e depois de muita conversa, o golpista propõe à vítima de lhe vender o bilhete premiado por um valor bem abaixo do “prêmio” oferecido. Para justificar a generosa oferta dirá que tem pressa porque o ônibus para sua cidade parte em 15 minutos, que esqueceu ou perdeu os documentos (e não pode retirar o prêmio), que está desorientado com a burocracia ou com a “cidade grande”, que é analfabeto, que tem alguém esperando por ele, que a mãe dele está no hospital, etc.

Se a vítima cair na conversa, sacará o dinheiro da própria conta bancária e o entregará ao golpista em troca de um bilhete que não vale nada. Existem casos, segundo relata o livro, em que o golpista, em vez de dinheiro, aceita jóias em troca.

Para pressionar ou incentivar a vítima a sacar seu dinheiro no banco, aparece um comparsa se dizendo pronto a comprar o bilhete. Aí a vítima pode achar que está perdendo um bom negócio. Ele pode se oferecer também como sócio da vítima na compra do bilhete, mostrando parte do dinheiro necessário, ou ainda, prestativo, ajuda, ligando com o seu celular, a verificar se o bilhete é mesmo “premiado”.

Segundo Talita, outro golpe bastante comum é o do cartão de crédito clonado. Uma das maneiras de evitar que isso ocorra é não perder de vista o seu cartão. Sempre que realizar uma compra com cartão de crédito, procure acompanhar o funcionário até a máquina de sua administradora onde será feita a operação. De acordo com a supervisora do Procon, entre as vítimas desse tipo de golpe estão pessoas com nível de instrução elevado.

Em alguns casos, os golpes são tão forçados e grosseiros que levantam suspeitas logo de início. Foi o que aconteceu com uma aposentada de 75 anos. No ano passado, ela recebeu uma carta com uma cópia falsa de uma folha de cheque que teria sido emitida pela filha dela no Rio de Janeiro, onde trabalhou durante cinco anos.

O cheque tinha o valor de R$ 60,00 e o remetente da carta dizia que se o valor não fosse depositado numa determinada conta corrente o nome da filha iria para o SPC. “Era uma cópia muito ruim. Não dava para ler muito bem. As letras estavam apagadas, o que dificultava ver mais detalhes”, lembra a aposentada, que pediu para não ter o nome revelado.

Para se convencer de que aquilo tudo não passava de uma fraude, ela ligou para o telefone que estava na carta, foi conversar no banco e, finalmente, foi procurar o Procon, onde ficou convencida de que o melhor a fazer era esquecer o tal depósito.

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