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01/03/2009 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Malandragem cresce e se informar é melhor defesa

Por: Adilson Camargo

Pessoas desinformadas e que acreditam “cegamente” na bondade dos outros são os principais alvos de golpistas.

Desde que o mundo é mundo, enganar as pessoas é uma prática comum. Começou logo após a origem do Universo e perdura até os dias de hoje. A malandragem cresce nas estatísticas policiais e sociais à sombra da impunidade, das novas possibilidades que a tecnologia oferece e da falta de atenção das pessoas de bem, envoltas que estão num mundo turbulento que se transforma a cada dia. A exemplo de Adão e Eva, que foram enganados pela serpente porque quiseram ser iguais a Deus, grande parte das vítimas são pessoas desinformadas, ingênuas ou mesmo interessadas em levar alguma vantagem.

Muitos acreditam na bondade de todos os seus semelhantes e tornam-se presas fáceis para “golpistas” que se dedicam o tempo todo a pôr em prática vários tipos de fraudes, golpes e esquemas para enganar e roubar o próximo. Contra a criatividade e oportunismo do mal, a melhor receita é estar sempre alerta e bem informado, principalmente quanto a situações e propostas inovadoras. Um caso emblemático é o de uma professora que acabou expondo sua vida íntima gravada em um pen drive quando precisou da ajuda de um terceiro para acessar um trabalho que precisava apresentar.

Vivemos e sobrevivemos em um mundo repleto de armadilhas, sejam elas econômicas, políticas, sociais, culturais, educacionais e tantas outras. Por isso, é preciso tomar muito cuidado com as ciladas deste mundo globalizado. Mas o que fazer diante de tantas armadilhas que nos cercam dia após dia? Como se precaver e evitar que sejamos prejudicados em nossa vida financeira e social?

Na série de reportagens que o Jornal da Cidade começa a publicar hoje, especialista de diferentes áreas dão as dicas de como, ao menos, minimizar os riscos de sermos passados para trás. Isso vai desde os já manjados golpes do bilhete premiado, do seqüestro de alguém da família, até o cartão clonado, e-mail com vírus capaz de roubar senhas e informações sigilosas e as letras miúdas dos contratos, que “escondem” detalhes importantes da transação, entre muitos outros.

Manual das fraudes

Durante o processo de composição de seu livro “Manual das Fraudes”, Lorenzo Parodi descobriu que as fraudes são um fenômeno totalmente globalizado, como a maioria dos fenômenos econômicos, e que se encontram em constante processo de aprimoramento, evolução e modernização para se adaptarem aos novos tempos e tecnologias.

O autor é um especialista no assunto. Entre outras atividades, ele mantém o site Monitor das Fraudes (www.fraudes.org), o principal da América Latina nessa área. Na opinião dele, algumas pessoas ainda caem com facilidade em golpes por falta de prevenção e, sobretudo, de informação preventiva. “Quem sabe que existe e como funciona um determinado golpe dificilmente cairá nele”, diz Parodi.

Um dos que têm se tornado comuns e muita gente tem sido vítima sem saber e por desconhecimento é o do bluetooth – aquele dispositivo presente nos telefones celulares mais novos que permite copiar toques de um aparelho para outro. O problema, se é que podemos colocar desta forma, é que o bluetooth não copia apenas toques, mas outros dados que a outra pessoa possa ter no celular, como fotos e vídeos. E é aí que mora o perigo.

Hackers estão se aproveitando da desatenção, especialmente dos jovens, para copiar imagens de cunho pessoal e divulgá-las na Internet. Para tornar isso possível, primeiro é preciso instalar um programa capaz de entrar no telefone alheio sem ser notado. E só se tem acesso aos dados desse telefone se o bluetooth do aparelho estiver ligado.

Celular

O advogado José Antônio Milagre, especialista em crimes virtuais, revela que tem se tornado muito comum hackers aproveitarem uma aglomeração de jovens para rastrear se existe algum celular com o bluetooth ligado. Quando encontra, copia o que tem guardado e usa da maneira que bem quiser. É como jogar uma tarrafa no rio. Na hora de recolher a rede para o barco pode vir todo tipo de peixe. O pescador separa apenas o que lhe interessa e descarta o resto.

Com isso, fotos íntimas têm sido copiadas sem que seus verdadeiros donos saibam e de uma hora para outra essas fotos aparecem na Internet, para surpresa das vítimas.

Milagre conta que pessoas já pediram demissão ou foram demitidas de seus empregos depois que fotos íntimas e comprometedoras foram parar na Internet. Portanto, só ligue o bluetooth durante o tempo necessário para copiar algum arquivo de amigos. Depois disso, desligue. Uma outra saída é não armazenar no celular nenhum tipo de imagem íntima ou comprometedora para não correr risco.
Adilson Camargo

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