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27/02/2009 - Época Negócios Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

O que se pode aprender com uma vítima de Madoff

Por: Alexandre Teixeira


A versão online da revista Portfolio traz uma história notável sobre um sobrevivente do Holocausto que perdeu “tudo” na pirâmide bilionária de Madoff. Não é segredo que o homem por trás da fraude gozava da confiança de comunidades judaicas do mundo todo. Mas não imaginávamos quão cega era essa confiança. “Nós pensávamos que ele era Deus, confiávamos tudo em suas mãos”, disse Elie Wiesel, prêmio Nobel da Paz e sobrevivente do nazismo, durante um debate promovido pela Portfolio.

Sua fundação beneficente foi dizimada pela queda da pirâmide de US$ 50 bilhões. Sua pequena fortuna pessoal também. Tudo somado, estamos falando de algo em torno de US$ 37 milhões.

A idéia do debate era oferecer sugestões para a prevenção de futuras fraudes e ações criminais contra instituições financeiras que enganam investidores. Ótimas providências, mas eu me concentraria na frase de Wiesel: “Nós pensávamos que ele era Deus, confiávamos tudo em suas mãos”. Ora, a regra número 1 do investidor previdente, um clichê horroroso de tão surrado, é: nunca ponha todos os ovos na mesa cesta, porque se a cesta cair você perde tudo. Quando se vê homens mais do que maduros, mais do que ricos e mais do que bem informados colocando o saldo de suas vidas nas mãos de um único gestor de investimentos - seja ele um pulha, como Madoff, ou não - é justo pensar que o clichê ainda não foi suficientemente repetido.

O depoimento de Wiesel diz muito também sobre cuidados elementares que se deve tomar na hora de escolher um gestor de investimentos - e dos riscos que se corre ao confiar nas famosas dicas de conhecidos. “Wiesel disse que encontrou Madoff apenas duas vezes, apresentado por um amigo que conhecia Madoff há 50 anos e também investia com ele”, relata a revista. Depois de dois jantares, Wiesel estava impressionado o bastante para confiar seu dinheiro a ele. O truque? “Madoff deu a impressão de que estava abrindo uma exceção ao permitir que Wiesel [que não era “rico o bastante”] investisse com ele.” Em menor escala, esta não é uma prática propriamente desconhecida entre gestores de fundos e afins - inclusive aqui no Brasil.

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