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26/02/2009 - Bem Paraná Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Grupo tenta formar frente anticorrupção

Por: Ivan Santos

Deputados e senadores se reúnem na terça em Brasília para discutir bandeiras com fim do voto secreto e do foro especial.

Um grupo de deputados federais e senadores se reúne na próxima terça-feira, em Brasília, para deflagrar um movimento que pretende levantar a discussão em torno de uma agenda de moralização dos costumes políticos e combate à corrupção no País. O movimento surgiu como forma de potencializar a repercussão de iniciativas como a do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB/PE), que em entrevista recente apontou a falta de coerência e o fisiologismo que domina as relações partidárias no Brasil. O grupo inclui ainda, além do próprio Vasconcelos, o deputado federal paranaense Gustavo Fruet (PSDB), e o deputado Fernando Gabeira.
O estopim para o movimento foi a entrevista publicada pela revista Veja há pouco mais de uma semana na qual o senador pernambucano criticava seu próprio partido, o PMDB, afirmando que boa parte da legenda “quer mesmo a corrupção”, se transformando em uma sigla “sem bandeiras, sem propostas, sem norte”, que se guia apenas pela busca de cargos. Na mesma entrevista, Vasconcelos atacou ainda o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), classificando sua eleição para a presidência do Senado como “completo retrocesso”.
A cúpula do PMDB, presidida pelo deputado federal Michel Temer (SP) – atual presidente da Câmara Federal – minimizou as afirmações, limitando-se a reagir com uma nota oficial na qual classificava as acusações de Vasconcelos como um mero “desabafo”. Nos bastidores, os caciques peemedebistas rebateram as declarações alegando que o senador teria interesse na indicação como vice na chapa do candidato tucano à presidência, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e por isso estaria tentando minar a aliança com o PT e a candidata do presidente Lula, a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef.
Foi justamente para evitar que a operação “abafa” prevalecesse sobre as críticas ao sistema político do País que o senador, Gabeira e Fruet se uniram para angariar apoio e formar um grupo que mantenha essa discussão em pauta. A avaliação deles é que só com a vigilância da imprensa e da opinião pública será possível promover mudanças nesse sistema. “O importante é não deixar cair no esquecimento”, defende o deputado paranaense.
Fruet lembra que de tempos em tempos os escândalos acabam forçando esse tipo de mudança, que só acontece quando há cobrança por parte da mídia e da população. O exemplo mais recente foi o caso do deputado federal Edmar Moreira (DEM/MG), eleito primeiro vice-presidente e corregedor da Câmara no início do mês. Moreira acabou sendo obrigado a renunciar ao cargo depois que se descobriu que ele não havia declarado à Justiça a propriedade de um castelo de R$ 25 milhões no interior de Minas Gerais. Além disso, suspeitas sobre a prestação de contas do parlamentar acabaram a direção da Câmara a decidir publicar na internet informações detalhadas sobre os gastos de gabinetes dos deputados. “Esses acontecimentos mexem com a política e quebram a apatia”, avalia o tucano.
Vigilância — A intenção do movimento é formar um grupo suprapartidário e uma frente parlamentar anticorrupção. Segundo a avaliação de Gabeira, a previsão inicial é atrair pelo menos 30 deputados e senadores. “Seremos sempre um grupo pequeno. Mas esse grupo pequeno, nas duas casas, pode se unir em torno de alguns pontos básicos. Um deles é impedir que o fosso entre o Congresso e a opinião pública se aprofunde. Para isso é preciso intensificar a vigilância”, diz Gabeira.
Segundo ele, a maioria só aceita mudanças quando é pressionada pela mídia e pela opinião pública. Gabeira defende como bandeiras do movimento o fim do voto secreto e do foro especial para ações contra agentes políticos. ‘Por que os parlamentares são julgados pelo Supremo e não como qualquer outro cidadão comum. Por que tem uma imunidade que se estende a crimes comuns, isto não se limita ao direito de palavra e de voto?”, questiona.

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