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25/02/2009 - Comunidade News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Suposta advogada engana imigrantes e fatura milhões de dólares

Vários processos para legalização nem foram encaminhados por Shahrzad Soleimanlou.

Uma mulher que se dizia advogada de imigração conseguiu faturar pouco mais de um milhão de dólares às custas da boa fé de imigrantes indocumentados. Shahrzad Soleimanlou, 59, prometia obter autorização para trabalho no país, e em troca, ganhou polpudas somas de quem sonhava se legalizar. Ela foi indiciada no dia 5 último, em uma corte federal de Alexandria, Virginia.

De acordo com o jornal DCExaminer, o fato aconteceu entre junho de 2000 e dezembro de 2005. Residente de Falls Church, Shahrzad iludiu os imigrantes, dizendo que o dinheiro era necessário para o processo de legalização. De acordo com os documentos da corte, ela teria recebido os pagamentos pelo correio e também via transferência eletrônica.

Parte do processo para obter o green card requer que o imigrante comprove condições financeiras. Mas segundo advogados de imigração, isto não significa que o dinheiro tenha que ser entregue a um advogado. O que o imigrante necessita, ainda segundo os advogados, é um patrocinador que prove condições de pagar o imigrante, através dos impostos e outros documentos.

Documentos da corte mostram que Shahrzad ganhou o total de $1,009,000. Os imigrantes, identificados como S.J., C.L. e T.Y.K. pagaram à suposta advogada as quantias de $161,100, $700,851 e $147,322 respectivamente. A mulher usou parte do dinheiro, que foi diretamente enviado para New Jersey, para fazer apostas num cassino em Atlantic City.

Ainda de acordo com os documentos da corte, o dinheiro teria ficado no nome dos imigrantes, ou numa espécie de conta de segurança, enquanto os formulários eram preparados. Mas segundo os documentos, estes formulários eram raramente encaminhados. E os que foram encaminhados teriam informações falsas.

Ilusão

No caso de C.L., a documentação imigratória dizia que ele seria patrocinado como vendedor de carros pela companhia Dunn Loring Mobile Inc., localizada em Fairfax. O detalhe é que Shahrzad sabia que a companhia não tinha a mínima intenção de contratar o imigrante.

Shahrzad não está registrada na Associação Americana de Advogados (BAR), similar à OAB no Brasil. A promotoria também não chegou à conclusão de que ela é realmente advogada ou não. Os advogados de imigração afirmam que é possível exercer a função na área de imigração se registrando em qualquer BAR do país.

Segundo a advogada de imigração de Manassas, Lisa Jonson-Firth, o fato de Shahrzad conhecer o método da conta de segurança mostra que ela sabia de alguns procedimentos usados por advogados. “Se ela estava pedindo e retendo o dinheiro, deveria ter depositado na conta de segurança, até que o trabalho estivesse concluído”, disse Lisa.

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