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20/10/2006 - Jornal Bom Dia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpe dos veículos funcionava há mais de um ano em Sorocaba

Por: Carlos Oliveira


O golpe que usava laranjas (pessoas mortas ou que não sabiam que haviam sido vítimas) para financiar veículos em Sorocaba e regularizá-los na Bahia funcionava há cerca de 1 ano. De acordo com os policiais do Gerco (Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado), a quadrilha chegou a promover “excursões” de baianos a Sorocaba para que eles escolhessem os veículos que seriam subtraídos por meio do golpe.

Segundo um delegado do Gerco que pediu anonimato, os três homens detidos em Sorocaba na tarde de quinta-feira, levando 11 motos semi-desmontadas para a Bahia, financiavam os veículos em nome de laranjas e pagavam apenas as duas ou três primeiras parcelas. Quando um mandado de busca e apreensão era expedido, o carro ou moto já estava licenciado na Bahia. Como o sistema não é integrado entre os estados, o veículo não apresentava restrições e era revendido a preços bem inferiores aos de mercado. Uma Honda Twister, que vale R$ 10 mil, era vendida por menos de R$ 5 mil.

Dentre as 11 motos apreendidas na quinta-feira, nenhuma possuía mandado de busca e apreensão. Como não houve flagrante, os três suspeitos - todos baianos - tiveram de ser liberados. Eles serão chamados a depor. Se fugirem, terão a prisão preventiva decretada.

Investigação será ampliada

De acordo com um dos delegados do Gerco, a polícia investigará lojas de veículos, despachantes e funcionários de financiadoras para descobrir onde estão os responsáveis pela fraude.

“O esquema funcionava com documentos falsificados. O golpe só pode dar certo se houver facilitador durante o processo”, explica.

Ainda segundo a polícia, todas as motos financiadas ao grupo eram provenientes de duas lojas sorocabanas. Por isso, há suspeita de envimento de empresários locais. “Não podemos descartar ninguém, nem mesmo policiais, já que os veículos atravessavam vários estados sem a documentação exigida”, afirma.

‘Excursão’ com interessados

A Polícia descobriu que os responsáveis pelo esquema chegaram a fretar vans, que traziam baianos para Sorocaba para que eles escolhessem nas lojas os veículos que queriam. Depois disso, os veículos eram financiados e levados para a Bahia.

Segundo os policiais, os compradores das motos sabiam que estavam adquirindo um veículo proveniente de golpe, mas aceitavam a condição em razão do baixo valor. Uma Honda CG-125 chegava ao comprador por cerca de R$ 2 mil, enquanto na loja pode custar mais de R$ 6 mil. A Polícia ainda não sabe precisar quantos veículos foram levados para a Bahia durante o tempo em que o esquema funcionou.

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