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19/02/2009 - G1 / EFE Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Crise atrapalha prevenção à lavagem de dinheiro nos bancos


Miami, 19 fev (EFE).- A crise econômica internacional ameaça fragilizar os controles dos bancos da América Latina para combater lavagens de capitais e financiamento do terrorismo, afirmaram hoje diversos banqueiros em Miami.

Com os problemas de liquidez enfrentados por parte do sistema financeiro mundial e a quebra das bolsas de valores, alguns bancos latino-americanos estão concentrando seus esforços mais em proteger seus ativos.

O assunto foi um dos temas analisados por cerca de mil banqueiros da América Latina, do Canadá, dos Estados Unidos, da Europa e do Oriente Médio na Décima Conferência Contra Lavagem de Dinheiro da Associação Internacional dos Bancos da Flórida (Fiba, na sigla em inglês) que termina amanhã.

"Como estamos em uma crise econômica, isso afeta os fundos que os bancos dedicam ao cumprimento (dos programas contra a lavagem de dinheiro), ou seja, há escassez de dólares para pagar o custo", disse à agência Efe Clemente Vázquez Bello, presidente da conferência.

Alcides Ávila, advogado especializado em bancos e membro de Fiba, afirmou que a crise na América Latina e na Europa levou seus bancos a mudar o foco, por estarem preocupados em proteger seus empréstimos e em cobrá-los.

Isto, segundo ele, leva a "um perigo muito grande de que se fragilizem os controles internos para a prevenção de lavagem de capitais e os reguladores disseram que os bancos têm que dedicar os recursos necessários para proteger seus créditos, mas também não podem descer a guarda".

Embora os custosos sistemas eletrônicos dos bancos da região sejam eficientes, a área de supervisão é a que enfrenta maior risco, devido à transferência dos empregados a outros setores ou por redução de pessoal, especificou o advogado.

Apesar da escassez de recursos financeiros, funcionários americanos deixaram muito claro no evento que os bancos tem que manter os programas e cumprir os requisitos da controvertido Ato Patriótico dos Estados Unidos, promulgado após os atentados de setembro de 2001.

A lei contém regulamentações que direta ou indiretamente afetam todos os países do mundo e seus setores financeiros.

Nina Nichols, assistente do diretor da divisão de supervisão bancária do Federal Reserve (banco central dos EUA), enfatizou que os bancos entendem as restrições dos recursos, mas não estão deixando de lado seu objetivo de proteger o sistema "contra terroristas" e a lavagem de capitais.

"Não é algo em que queremos perder o foco", afirmou Nichols.

Menos ainda no momento em que os reportes bancários de atividades suspeitas aumentaram vertiginosamente, segundo dados divulgados na conferência.

Os balanços financeiros fraudulentos fornecidos por pessoas para obter créditos hipotecários aumentaram 137% em 2007, em relação a 2005; as transferências fraudulentas de dinheiro, 115%; e as fraudes hipotecárias, 104%.

Lester Joseph, subchefe da divisão de lavagem de dinheiro e confisco de ativos do Departamento de Justiça, classificou hoje de "incrível" o elevado número de casos que considerou uma "epidemia de atividades fraudulentas".

Jamal El-Hindi, diretor associado da divisão de programas e políticas regulatórias da Rede de Prevenção contra Delitos Financeiros (FinCen, na sigla em inglês), coincidiu em assinalar que os banqueiros têm um problema econômico que devem enfrentar, mas devem buscar a maneira de continuar cumprindo a prevenção dos crimes bancários.

Antes da crise, muitos países da América Latina estavam fazendo seu trabalho de prevenção de lavagem de dinheiro e de financiamento ao terrorismo, apesar aos altos custos do Ato Patriota dos Estados Unidos, afirmou o advogado Alcides Ávila.

Colômbia, Peru e Chile, são alguns dos países que "estavam em bom caminho para ter um sistema forte e efetivo", acrescentou.

"Existem muitos países onde a legislação e a seriedade dos reguladores são excelentes, por exemplo, na Colômbia. A superintendência de Bancos desse país e os controles que estava exigindo das instituições financeiras eram excelentes", concluiu o advogado.

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