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20/02/2009 - Jornal de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Operários da Colmer denunciam fraude

Por: Carlos Rui Abreu


Mais de três dezenas de trabalhadores da têxtil Colmer, em Fafe, foram lançados para o desemprego. Queixam-se de verbas em atraso e acusam a empresa de engendrar uma fraude fiscal. A administradora está incontactável.

Trinta e cinco trabalhadores da empresa têxtil de confecções Colmer perderam o emprego no início do mês de Fevereiro e queixam-se agora que a administração tem para com eles pagamentos em atraso, não sabendo nesta altura se vão receber o que lhes é devido.

"Trabalhamos até ao último dia útil de Janeiro, depois a patroa disse-nos para irmos de férias dois dias", explicou ao JN Fernando Costa, representante dos trabalhadores. Após esse prazo, os trabalhadores regressaram às instalações da empresa e foram surpreendidos com as piores notícias. "Apresentamo-nos ao trabalho mas só lá estava o pessoal do escritório a trabalhar. Entrámos em contacto com a patroa e ela disse-nos para falarmos com o sindicato", contou.

A 12 de Fevereiro, e após um período em casa que pensaram ser de férias, os trabalhadores foram avisados, através do Sindicato Têxtil do Minho, que a empresa havia perpetrado um despedimento colectivo e que estavam agora oficialmente desempregados. Os 35 trabalhadores da Colmer reclamam algumas verbas em dívida já que, garantem, a empresa apenas lhes pagou 130 euros do subsídio de Natal, 350 euros do salário de Dezembro e ainda não pagou qualquer quantia referente ao mês de Janeiro e aos nove dias úteis de Fevereiro que foram contabilizados como período de férias.

"Agora não sabemos se vamos receber o que está em atraso nem sabemos se a patroa tem a intenção de nos pagar o que deve", referiu Fernando Costa. Os trabalhadores têm tentado o contacto mas lamentam que a administradora da Colmer não esteja em casa e não atenda os telemóveis.

Outro dos imbróglios que os trabalhadores da empresa querem ver resolvido prende-se com a declaração de rendimentos que receberam há dias e no qual consta a totalidade dos vencimentos de 2008. "É ilegal passarem-nos a declaração de rendimentos para o IRS de 2008 com valores que ainda não recebemos. Já nos andámos a informar e isso é fraude fiscal", acusou Fernando Costa.

As mais de três dezenas de trabalhadores não vão desarmar nesta luta pelos seus direitos para minimizarem os efeitos que esta situação está a criar. "Estamos a falar de valores significativos para pessoas que recebem o salário mínimo e há já algumas que atravessam sérias dificuldades porque não conseguem pagar as contas", atirou. O JN tentou contactar Isabel Carvalho, administradora da empresa há cerca de quatro anos, mas todas as tentativas se revelaram infrutíferas.

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