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19/02/2009 - Sol Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Organizações criminosas fazem-se passar por empresas para comprarem químicos

As organizações criminosas fazem-se frequentemente passar por empresas, que são fictícias, para obter produtos químicos necessários à produção de drogas ilícitas, segundo o relatório anual da Autoridade Internacional de Controlo de Estupefacientes (AICE), divulgado hoje.

Por isto, a AICE, organização da ONU, apela aos Governos para que tenham «especial atenção» à transacção comercial de produtos químicos, já que os traficantes de droga exploram «falhas» no comércio internacional para obter as matérias-primas necessárias nos seus laboratórios de droga.

Em 2008, por exemplo, os países africanos «importaram quantidades significativas» de fármacos como a efedrina, que «excederam as suas necessidades médicas e científicas anuais».

A efedrina é uma das substâncias utilizadas para produzir estimulantes como anfetaminas, metanfetaminas ou o MDMA, conhecido como ecstasy. Segundo a organização, numerosos carregamentos «suspeitos» com direcção a África tiveram como destino final o México, onde a produção de metanfetamina fornece um largo mercado nos Estados Unidos.

O documento alerta também para o incremento de farmácias «desonestas» na Internet, que promovem o abuso de drogas entre os grupos mais vulneráveis, nomeadamente os mais jovens. Assim, a organização reconhece que «o sistema internacional de controlo de droga começa a revelar algumas imperfeições, pelo que deverá ser melhorado e alterado».

Sobre a África Ocidental, que se tornou um dos principais pontos de passagem de cocaína da América Latina para a Europa, a organização afirma que «as fracas estruturas governamentais» destes países limitam a capacidade do combate ao tráfico de droga e suas consequências, como a corrupção.

«A Autoridade expressa-se seriamente preocupada que o tráfico de droga esteja a minar as estruturas políticas, económicas e sociais e a enfraquecer o controlo dos governos sobre os territórios e instituições», lê-se no relatório.

Por isso, a organização apela à comunidade internacional para que disponibilize toda a assistência necessária aos governos da África Ocidental para lutar contra o tráfico. O relatório da Autoridade Internacional de Controlo da Droga avisa ainda que a falta de segurança no Afeganistão está a impedir severamente os esforços no combate ao tráfico de droga. O país, acrescenta, continua a ser a fonte de mais de 90 por cento do ópio ilícito que circula em todo o Mundo, apesar da diminuição das áreas de cultivo da papoila.

Por regiões, a AICD sublinha que o uso de drogas está a aumentar em alguns países da América Central e Caraíbas, como na República Dominicana, onde também se regista um aumento da criminalidade. No México, o Governo enfrenta uma violenta oposição por parte dos cartéis de droga, devido às tentativas de combate ao crime organizado e tráfico de droga.

Por seu turno, a maioria dos países da América do Sul registou um aumento do consumo de cocaína. A China, a Malásia e o Vietname também relataram um aumento significativo do consumo de anfetaminas, provavelmente devido a uma maior disponibilização no mercado.

Segundo o relatório, o consumo de ópio aumentou na Federação Russa e noutros países da Europa Oriental, bem como em países do Sudeste da Europa. Por outro lado, o uso de heroína «parece» mais difundido entre consumidores mais novos na Europa Ocidental.

Ainda assim, a cannabis é a droga mais consumida em toda a Europa. Cerca de 71 milhões de pessoas, entre os 15 e os 64 anos, experimentaram esta droga ao longo da sua vida e cerca de sete por cento consumiram no último ano.

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