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19/02/2009 - Diário da Manhã Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Vinte e cinco são indiciados por fraudes de UTIs no Hugo

Por: Marcos Coelho


A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (Dercap) indiciou, na manhã de ontem, 25 pessoas por formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva no esquema das UTIs do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). Entre eles, dois médicos, duas enfermeiras, uma auxiliar administrativa, uma psicóloga e 14 funcionários do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), comissionados e efetivos. Caso revela precedente para outras fraudes envolvendo vereador.
O grupo, segundo a Polícia Civil, agia há mais de dois anos. Recibos, canhotos de cheques, agendas, livros-caixa e CDs mostram como era feito o pagamento de propina para funcionários do hospital, que ocupam cargos no serviço social e emergência, sendo a maioria comissionada, e também efetivos. Os documentos, segundo o delegado Celso Euzébio de Freitas, envolvem cinco UTIs particulares de Goiânia.
O titular da Dercap diz que a máfia já chegou a movimentar mais de R$ 4 mil por mês em pagamentos para funcionários do Hugo, que recebiam para indicar pacientes com planos de saúde às UTIs particulares. Os proprietários das unidades intensivas lucravam com os serviços de planos de saúde, ao deixarem pacientes internados mais que o período necessário.
Euzébio diz que são quatro proprietários de UTIs particulares envolvidos. Um deles é Francisco Marques Guimarães Júnior, da Center Vida, que fechou as portas em agosto do ano passado. Ele teria como auxiliar no esquema a funcionária pública Magna Lourenço, que mantinha contato com os funcionários do Hugo, além da participação da psicóloga Linda Guismar de Miranda.
Outros envolvidos diretamente são os médicos Júnior Marques Guimarães, da Intensivida e Central Vida, e Rafael Haddad, da Centro Vida. Ambos já haviam sido presos no dia 17 de dezembro do ano passado para prestar esclarecimentos ao Ministério Público Estadual. Segundo o inquérito, a secretária Eva Mota Corrêa Souza trabalhava para Júnior com a tarefa de pagar os funcionários do hospital. Também foi indiciado o diretor financeiro e sócio de Júnior na empresa, Wilson Cleiton da Silveira. Ele fornecia os recibos de pagamento da atividade, que é ilegal, conforme o delegado.
Júnior nega participação no esquema e questiona a ação da polícia, que, segundo ele, não respondeu sobre o desvio de R$ 200 mil no Hugo. “Por que não investigam outros casos de rombo no Hugo? Pararam a investigação?”, indaga Júnior, que se diz inocente.
O médico Karoly Gyula Olivas Hunkar, da UTI do Hospital Monte Sinai, também foi indiciado por formação de quadrilha e corrupção ativa. Ele teria contratado Magna Lourenço, após a empresa de Francisco Marques Guimarães Júnior ter fechado as portas, para executar a mesma função de antes, recebendo comissão de 30 reais por paciente que conseguisse encaminhar do Hugo à UTI de Hunkar.
Em quase três meses de investigação, ficou constatado que cada um dos servidores do hospital chegava a receber de R$ 100 a R$ 300 por paciente encaminhado, de preferência os que possuíam planos de saúde, para quatro UTIs particulares. Segundo o delegado, o pagamento de propina era tão comum que os funcionários assinavam recibos onde descreviam que o valor era referente ao encaminhamento de pacientes. “A propina era documentada”, explica o delegado.
Euzébio disse que, a partir do caso das UTIs, novas investigações estão em execução para descobrir possível máfia na emissão de Autorização para Internação Hospitalar (AIH) no Hugo. O inquérito será encaminhado para o MP oferecer denúncia contra os suspeitos. A pena para formação de quadrilha pode chegar a 12 anos e para corrupção ativa e passiva até 3 anos de reclusão.
O diretor do Hugo, Salustiano Gabriel, disse que ainda não recebeu o nome de todos os indiciados. Ele afirma que deve aguardar até o julgamento, do ponto de vista legal, para demitir ou exonerar o funcionário do cargo.
O advogado Célio Alves Pinto, que defende o médico Rafael Haddad, disse à reportagem do DM que irá se pronunciar sobre o assunto “em momento oportuno”, pois ainda não teve acesso aos autos.

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