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19/02/2009 - Jornal de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Enterrou ouro para enganar a seguradora

Por: José Vinha


Um comerciante de automóveis, de 41 anos, a residir em Castelões (Penafiel), foi constituído arguido acusado de ter simulado um assalto à sua residência com o objectivo de obter uma indemnização da companhia de seguros.

O indivíduo escondeu 45 peças de ouro, avaliadas em cerca de 6500 euros, num monte próximo de casa e pretendia, alegadamente, ser indemnizado pela seguradora em milhares de euros. Terá sido o amontoar de dívidas e a falta de dinheiro para fazer face às dificuldades do quotidiano que levou o vendedor de automóveis a combinar, com a mulher, a simulação de um assalto à sua residência, em Castelões, Penafiel.

A mulher apresentou queixa na GNR de Penafiel, no passado dia 11, contra desconhecidos. Declarou que a moradia tinha sido assaltada, por arrombamento de porta, culpando desconhecidos de terem furtado dinheiro e as peças valiosas de ouro. Declarou ainda que os assaltantes furtaram 800 euros em dinheiro e inúmeras peças de ouro, avaliadas em 6500 euros, e que tinha uma apólice de seguro para cobrir os prejuízos.

Os guardas do Núcleo de Investigação Criminal de Penafiel (NIC) deram início à investigação mas, confrontados com determinados indícios, suspeitaram tratar-se de uma simulação de assalto, com o único objectivo de o proprietário obter uma indemnização da companhia de seguros. A experiência dos investigadores do NIC sobrepôs-se ao cenário montado dentro de casa com peças de roupa lançadas no chão e gavetas esvaziada. Cenário que não foi suficiente para enganar a investigação.

Anteontem, o dono da residência foi inquirido dentro da própria casa e, confrontado com alguns dados, acabou por confessar ter sido ele o mentor do falso assalto.

O vendedor de automóveis confessou ter sido ele a esconder 45 peças de ouro (anéis, pulseiras, brincos e cordões), embrulhadas num saco de plástico que enterrou, num entulho de terra, a cerca de 300 metros de casa.

O arguido incorre no crime de burla e de falsificação de depoimento às autoridades, tinha problemas financeiros, desde penhoras a dívidas a terceiros, tendo apresentado a declaração junto da companhia de seguros.

A mulher, que ontem prestou declarações no NIC da GNR de Penafiel, poderá ser constituída, também, arguida por ter prestado falsas declarações às autoridades.

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