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18/02/2009 - Monitor Mercantil Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Caso Stanford: mais uma falha da SEC?


Por ter sido ordenado cavaleiro pelo Governo de Antígua, sir R. Allen Stanford, texano de 58 anos e também cidadão de Antígua e Barbuda, possuidor de uma fortuna de US$ 2 bilhões, que o situa na 605º posição na lista dos homens mais ricos do mundo elaborada pela revista Forbes, está sendo acusado pela Securities and Exchange Comission de "fraude em grande escala", mas, por enquanto, ainda não teve sua prisão decretada, apesar da acusação de ter montando um esquema de pirâmide semelhante ao de Bernard Madoff. O pitoresco é que, até a semana passada, o multimilionário norte-americano afirmava aos seus clientes que o aumento da investigação do regulador norte-americano era simples vistoria de rotina na sua empresa de consultoria em investimento, mostrando-se indiferente às intimações para prestar contas relativamente às aplicações de US$ 8 bilhões nos títulos do Standord.

Parece que essa foi mais uma das falhas da SEC, pois desde o último verão, o Stanford Group, sediado em Houston, vinha sendo investigado por suas vendas de certificados de depósitos, mas a fiscalização só aumentou depois que estourou o escândalo Madoff. As providências, no entanto, foram tomadas na nova administração do órgão e assim mesmo porque Thomas Sjoblom, advogado do Stanford International Bank, em Antígua, voltou atrás em suas declarações às autoridades. Depois disso, as desconfianças sobre o grupo aumentaram, pois Sjoblom é um especialista em fraude financeira e trabalhou na SEC durante 20 anos, antes de se transferir para o Proskauer Rose LLP, em 1999.

Uma dupla dinâmica

Allen Stanford e James Davis, diretor Financeiro do Stanford International Bank, praticamente administravam a maior parte da carteira da instituição que, na quase totalidade, foi investido em ações e no setor imobiliário. No processo civil, a SEC acusa o banco de oferecer retornos improváveis ou impossíveis para os certificados de depósitos que vendia a investidores há mais de uma década. Um juiz federal em Dallas autorizou o congelamento dos ativos e nomeou um responsável para contabilizar os quase US$ 8 bilhões investidos nesses títulos.

A SEC apurou que o Stanford Group efetuava as vendas através de uma rede de consultores financeiros, que prometia aos clientes a aplicação do dinheiro em instrumentos financeiros facilmente vendáveis, supervisionados por mais de 20 analistas e auditados pelas autoridades reguladoras de Antígua. Além disso, o regulador apurou que a empresa de clearing Pershing LLC deixaria de processar as transferências eletrônicas para a filial em Antígua, por suspeitar dos prometidos retornos sobre investimentos.

Tentou se proteger

No dia 6 de fevereiro, Allen Stanford decretou uma moratória de dois meses sobre os resgates dos certificados de depósito. No dia 11, enviou carta aos seus clientes para explicar as investigações e os comentários na imprensa. Intimados pelo regulador, Stanford e Davis não compareceram para prestar os seus testemunhos e não forneceram qualquer documento. A SEC revela que a alegada fraude do Stanford Group não se limitou à venda de certificados de depósitos, pois desde 2005 a sua rede de agentes vendeu mais de US$ 1 bilhão de cotas de um fundo de investimento e apresentavam falsos dados de desempenho.

O Stanford Group, formado pelo Stanford Financial Group, Stanford Group, Stanford International Bank e Stanford Trust, tem 19 escritórios nos EUA e mais de US$ 43 bilhões sob gestão ou consultoria. Além desses, o Stanford Bank Panama, que se encontra sob intervenção do governo panamenho, pois houve uma corrida dos depositantes tão logo foram noticiados os problemas com a SEC. Na Venezuela, o Stanford Bank Venezuela tenta tranquilizar os clientes, garantindo que seus ativos não estão ligados ao Stanford International Bank.

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