Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

18/02/2009 - Destak Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Paraísos fiscais servem sobretudo para lavar dinheiro

Os paraísos fiscais "servem fundamentalmente para lavagem de dinheiro", considerou hoje o economista João Ferreira do Amaral, que defendeu o fim das off-shores.

"A saída da crise mundial vai levar à criação de novas instituições ou do novo papel das organizações, pelo que se deverá acabar com as off-shores, por não terem razão de existir", afirmou Ferreira do Amaral no Fórum para a Competitividade realizado em Lisboa.

Segundo o professor de economia, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) deverá também vir a ter uma posição "mais prudente" face à liberalização do comércio mundial.

"O ajustamento dos grandes países não está feito e vai afectar fortemente as economias ocidentais e emergentes", nomeadamente em termos de emprego e do tecido empresarial, salientou Ferreira do Amaral.

Por sua vez, Daniel Bessa falou das consequências conjunturais da crise internacional e da diferenciação que é preciso fazer no caso de Portugal em relação às questões estruturais, de médio e longo prazo, "que já vem de trás".

O economista garantiu que a saída para a crise está no aumento das exportações, no apoio às pequenas e médias empresas, na inovação e na competitividade do país.

Comungando da mesma opinião, o economista Nogueira Leite afirmou que o principal problema de Portugal reside "na baixa produtividade, subida dos custos de factores [trabalho] acima da produtividade e na especialização industrial".

"A economia portuguesa é muito vulnerável à globalização (…) para além da dependência energética", salientou.

O professor de universitário manifestou-se preocupado com o nível elevado "da dívida externa e a baixa taxa de poupança".

Nogueira Leite mostrou também preocupação com o financiamento da economia portuguesa, uma vez que "na zona euro os mercados têm vindo a penalizar os países periféricos".

"A política de resposta à crise não deve perder de vista os problemas de mais longo prazo da economia portuguesa", acrescentou.

Neste sentido, Daniel Bessa alertou para a existência de "um risco real" de Portugal se confrontar com "uma restrição de crédito" quando sair da crise e no caso de não saber gerir bem "a despesa numa conjuntura muito adversa".

Já o líder do Grupo Sonae disse à margem da conferência do Fórum para a Competitividade intitulada sobre o tema "O novo quadro macroeconómico, as medidas anti-crise e a revisão do PEC", afirmou que não haverá despedimentos na Sonae, deixando, contudo, um aviso que os empregos serão mantidos se houver consumidores.

Belmiro de Azevedo considerou, no entanto, que os consumidores "gostam dos produtos da Sonae" e, por isso, não considera que haja necessidade de cortar postos de trabalho.

José Félix Ribeiro, investigador da Universidade Nova de Lisboa, afirmou que a crise financeira actual "é mais uma na série de quatro que ocorreram desde 1979/80, anos em que se localiza o início da actual fase de globalização".

Como remédio para sair da crise defendeu, por exemplo, a criação de um quadro legal e fiscal que favoreça as fusões e aquisições e a reestruturação empresarial em sectores com excesso de capacidade".

Ferraz da Costa, presidente do Fórum para a Competitividade, disse não acreditar que em 2010 "Portugal esteja a recuperar".

"Penso, pelo contrário, que encaramos uma possibilidade séria de deflação a estender-se para 2010", disse, adiantando que ""é para este cenário que nos devemos preparar".

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 203 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal